TRF6 divulga Relatório Anual de Sustentabilidade e apresenta resultados das metas do PLS

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) publicou o seu Relatório Anual de Desempenho de Metas do Plano de Logística Sustentável (PLS), consolidando os resultados das ações socioambientais desenvolvidas no 1º e no 2º graus ao longo do ano de 2025.

Elaborado pela Assessoria Especial da Presidência para Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão (ASESA), em conformidade com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com a Resolução CNJ nº 400/2021, o documento apresenta o monitoramento sistemático dos indicadores e metas estabelecidos no PLS, instrumento estratégico que orienta a implementação de práticas sustentáveis no âmbito do Poder Judiciário.

O relatório reúne dados relativos ao consumo de recursos naturais, à gestão de resíduos, à eficiência energética, às contratações sustentáveis, à qualidade de vida no ambiente de trabalho e às ações de sensibilização voltadas ao público interno. A partir desses resultados, é possível identificar avanços, desafios e oportunidades de melhoria, fortalecendo a cultura da sustentabilidade na instituição.

Além de atender às exigências normativas, o relatório demonstra o alinhamento do TRF6 às boas práticas de governança socioambiental e aos critérios de avaliação de desempenho institucional estabelecidos pelo CNJ, contribuindo para a transparência e a prestação de contas à sociedade.

O Plano de Logística Sustentável constitui uma ferramenta essencial de planejamento e gestão ao integrar critérios ambientais, sociais e econômicos às rotinas administrativas. Seu acompanhamento permanente permite aprimorar processos, racionalizar gastos públicos e promover o uso responsável de recursos.

Com a divulgação do Relatório Anual de Desempenho de Metas do PLS, o TRF6 reforça seu papel na construção de uma Justiça mais eficiente, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento sustentável, consolidando práticas que geram impacto positivo tanto no ambiente institucional quanto na coletividade.

Acesse o relatório completo pelo link: https://portal.trf6.jus.br/sustentabilidade/relatorio-de-desempenho-anual/

CJF comunica a publicação do Cronograma de Desembolso Anual da Justiça Federal para 2026

A disponibilização dos valores na conta das(os) beneficiárias(os) está prevista para abril

O Conselho da Justiça Federal (CJF) publicou no Diário Oficial da União (DOU) de 10 de fevereiro de 2026 o Cronograma de Desembolso Anual da Justiça Federal. O documento estabelece a programação financeira para atender ao pagamento dos precatórios federais sob responsabilidade da Justiça Federal, referente ao exercício de 2026, que será encaminhada aos Tribunais Regionais Federais (TRFs) em março. 

Em razão dos procedimentos administrativos internos nos tribunais e nas instituições financeiras, a efetiva disponibilização dos valores na conta das(os) beneficiárias(os) está prevista para ocorrer até a primeira quinzena de abril. 

Fonte: CJF

Justiça Federal promove atendimentos judiciais previdenciários ao povo Xakriabá

No dia 25/2/2026 os Juizados Itinerantes da Justiça Federal da 6ª Região (TRF6) chegaram ao território Xakriabá, no município de São João das Missões, em Minas Gerais, com o propósito de prestar serviços judiciais, tais como recebimento de pedidos judiciais, prestação de informações, análise de documentos e colheita de prova no local.

Essa é a segunda etapa dos juizados federais no Norte de Minas, planejado e organizado em conjunto pela presidência, corregedoria e coordenadoria dos Juizados do TRF6 e pela diretoria do Foro da Justiça Federal. À frente da execução do projeto uma equipe de juízes federais e servidores executaram as atividades e fizeram os atendimentos, e tiveram ainda a participação da Procuradoria Federal da 6ª Região, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério Público Federal (MPF). O evento contou ainda com o apoio da Prefeitura de São João das Missões, cujo prefeito Jair Xakriabá compareceu no local, além do apoio da liderança dos Xakriabás, dentre os quais os caciques Domingos e João.

Os Juizados Federais Itinerantes são ações pontuais do tribunal que visam localizar, alcançar e beneficiar comunidades hipossuficientes que não possuem condições de contratar advogados facilmente e que, dada a distância geográfica ou de isolamento em que se encontram não conseguem vias de acesso a seus direitos frente ao Poder Público.

O itinerante do Norte de Minas constituiu uma oportunidade ímpar de acolhimento e de ampliação do acesso à Justiça às trinta e sete aldeias indígenas localizadas naquela região longínqua da capital mineira.

Além da realização do itinerante nas aldeias Xakriabás, a Justiça Federal também se fez presente na própria sede do município de São João das Missões com ação dos juizados no dia 24 de fevereiro de 2026, tendo havido ali uma grande demanda de pessoas à procura de recebimento de benefícios previdenciários, sobretudo de aposentadoria rural.

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira visitou a cidade de São João das Missões e a grande comunidade indígena Xakriabá, ambos locais de atendimento da Justiça Federal e constatou a dificuldade da população para deslocamento, devido à lama e enxurradas pelo caminho nessa época do ano. Ele ressaltou a importância do envolvimento da Procuradoria Federal, do INSS e dos peritos técnicos no local, ainda que nessa fase inicial do itinerante, porque darão rapidez ao procedimento judicial de obtenção dos benefícios, em razão da produção imediata das provas técnicas necessárias para que o INSS possa analisar os pleitos. Para ele, se com esses elementos colhidos o INSS não deferir, ocorrerá a fase de julgamento em outra data.

De acordo com o diretor da Subseção Judiciária de Montes Claros, juiz federal Paulo Cabacinha, a expectativa é do grande alcance dos juizados com o maior número possível de pedidos dos moradores. Ele reforçou que “a distância é muito grande”, destacando as dificuldades de acesso enfrentadas pela população indígena.

Servidora experiente do TRF6, Ana Carolina Jorge destacou o êxito dos juizados naquele local, afirmando que sairá da aldeia com um coração pleno. "Muito importante uma ação como essa”, pelo impacto social do atendimento direto na comunidade.

Entre os atendidos está Tátila, moradora da Aldeia Xakriabá Santa Cruz, que buscou o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) para o filho diagnosticado com transtornos do neurodesenvolvimento. Ao explicar a situação, ela contou que “ele tem TDAH e já fez consulta com um neuropediatra. Já demos entrada na documentação e foi indeferido. Viemos aqui para ver se conseguimos”, relatou confiante.

Fases do Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais

A ação do TRF6 já avançou duas etapas. Na primeira, equipes de juízes e servidores realizaram o mapeamento das principais demandas e fizeram consulta direta à comunidade indígena, tendo a liderança indígena anteriormente consentido com a realização das duas fases seguintes dos Juizados: a atual, de atermações, análise de documentação e perícia, inclusive com possibilidade de acordo. Na última etapa, a Justiça Federal voltará ao local para a fase das sentenças, com grandes possibilidades de acordo judiciais e reconhecimento dos direitos pelo INSS.

Na fase atual, a coleta de dados sobre o número de pessoas atendidas é fundamental para que o TRF6 autorize a vinda de juízes federais e de servidores em quantidade suficiente para que possam encerrar o procedimento com decisões judiciais em favor ou contra o INSS, bem como possam acelerar os eventuais recursos, a fim de que o processo acabe o mais rápido possível e com isso a comunidade Xakriabá seja alcançada com a resposta da Justiça.

Sobre a comunidade

O povo Xakriabá é um dos grupos indígenas que habitam o Estado de Minas Gerais. Ao longo da história, sobreviveram ao intenso contato com bandeirantes e, posteriormente, com frentes pecuaristas e garimpeiras. Tiveram parte de seu território ocupado por fazendeiros e, atualmente, lutam pela ampliação das terras demarcadas e pela recuperação de áreas tradicionais. Lá, vivem aproximadamente 13 mil pessoas.

As Terras Indígenas Xakriabá e Xakriabá Rancharia foram homologadas em 1987 e representam um importante marco na garantia de direitos territoriais. Paralelamente, a comunidade vive um processo de valorização cultural, com iniciativas voltadas à identificação, registro e proteção de elementos de sua cultura, fortalecendo sua identidade e preservando seu patrimônio histórico.

Recepção à Comitiva do Tribunal

Os desembargadores federais e juízes que visitaram o local para acompanhamento dos trabalhos foram recebidos pela liderança da comunidade Xakriabá com alegria e agradecimentos. O cacique Domingos deu as boas-vindas iniciais e agradeceu à Justiça Federal por ter proporcionado à comunidade indígena esses atendimentos e disse estar confiante de que essa ação aproximará a justiça dos povos originários. O cacique João ressaltou que desde a consulta e todo esse trabalho da justiça irá beneficiar trinta e sete aldeias e milhares de pessoas, como se pode ver do grande número de pessoas à procura de seus direitos naquele local.

Confira, abaixo, a galeria de fotos do Juizado Itinerante no município de São João das Missões.

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Dirigentes do TRF6 participam da posse da nova administração do TRF3

Da esq. para a dir.: vice-presidente e corregedor do TRF6, desembargador federal Ricardo Rabelo, presidente do TRF4, desembargador federal João Batista Silveira; presidente do TRF3, desembargador federal Johonsom di Salvo; presidente do TRF1, desembargador federal João Batista Moreira; presidente do TRF5, desembargador federal Roberto Machado; presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira, e o vice-presidente e corregedor do TRF6, desembargador federal Ricardo Machado Rabelo, participaram, na segunda-feira (2/3/2026), da solenidade de posse da nova administração do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

A cerimônia foi realizada no Plenário do TRF3, em São Paulo, e marcou a posse dos desembargadores federais Luís Antônio Johonsom di Salvo, como presidente; André Custódio Nekatschalow, como vice-presidente; e Luis Paulo Cotrim Guimarães, como corregedor regional, para o biênio 2026-2028. O evento reuniu autoridades civis e militares, magistrados, servidores e familiares dos empossados.

Da esq. para a dir.: vice-presidente do TRF3, desembargador federal André Nekatschalow, presidente do TRF3, desembargador federal Johonsom di Salvo; corregedor regional do TRF3, desembargador federal Cotrim Guimarães

O TRF3 é responsável pelo julgamento dos processos da Justiça Federal nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A presença da administração do TRF6 reforça o diálogo institucional e a cooperação entre os Tribunais Regionais Federais.

Justiça Federal realiza o terceiro dia de audiências do Caso Brumadinho

O Juízo da 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte realizou, na segunda-feira (2/3/2026), o terceiro dia das audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Em continuidade aos trabalhos, a juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima realizou a oitiva de três testemunhas de acusação que, por razões legais, foram ouvidas como informantes.

O primeiro a ser ouvido foi Fernando Henrique Barbosa Coelho, que trabalhava para a Vale, na atividade operacional de bombeamento de rejeitos minerários e estava de folga no dia do rompimento. Ele perdeu o pai, Olavo Coelho, que também trabalhava no complexo minerário.

Na sequência, foi ouvido Deivid Arlei Almeida, que residia a cerca de 200 metros da barragem que se rompeu. A residência da família foi atingida e sua esposa ficou ferida, mas sobreviveu.

O último depoimento do dia foi de Sebastião Gomes, operador de saneamento no Complexo Minerário do Córrego do Feijão. Também ouvido como informante, ele é um dos sobreviventes do rompimento.

O quarto dia de audiências está previsto para sexta-feira (6/3/2026), às 13h, quando serão ouvidas as testemunhas Leandro Borges Cândido, William Isidoro de Jesus e Waldson Gomes da Silva.

Sobre as audiências

Ao todo, estão previstas 76 audiências, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), com previsão de término em maio de 2027. Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da realização dos interrogatórios dos réus.

Todas as informações estão disponíveis no Portal do TRF6 no botão “Audiências Criminais de Brumadinho”.

Mídia repercute a 1ª audiência criminal sobre o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho

A mídia nacional repercutiu a primeira audiência de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), realizada no dia 23/2/2026, no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte. Confira:


Justiça Federal inicia audiências sobre rompimento da barragem em Brumadinho

Sessões do caso da Barragem B1, que deixou 272 mortos em 2019, vão ocorrer a partir desta segunda-feira (23) até maio de 2027 no Tribunal Regional Federal da 6ª Região, na capital mineira.

Começam nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento dos réus envolvidos no rompimento da Barragem B1, no Complexo Minerário do Córrego do Feijão, em Brumadinho. A tragédia ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e deixou 272 mortos (relembre o caso mais abaixo).

Confira a matéria completa no portal do G1 Minas.


Primeiro dia de julgamento de executivos da Vale tem relato de familiares das vítimas de Brumadinho

As audiências ocorrem no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e o julgamento só deve ser encerrado em 2027

Sete anos após o rompimento da Barragem B1, em Brumadinho, a Justiça Federal iniciou, nesta segunda-feira (23/2), as audiências de instrução e julgamento que vão analisar a responsabilidade de executivos da Vale pela tragédia. 

Confira a matéria completa no portal do jornal O Tempo.


Vídeo: familiares de vítimas fazem oração antes da 1ª audiência do desastre de Brumadinho

Sessões, conduzidas pela Justiça Federal de Minas Gerais, começam nesta segunda-feira (23) em Belo Horizonte

Antes da primeira audiência criminal do caso, familiares de vítimas do desastre de Brumadinho 
se reuniram, protestaram e oraram em frente ao prédio do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (23).

Confira a matéria completa no portal da Itatiaia.


Caso Brumadinho: familiares das vítimas cobram por Justiça no 1º dia de julgamento

Sessões ocorrem a partir desta segunda-feira (23) e devem se estender até maio de 2027

Cerca de 120 familiares de vítimas da tragédia de Brumadinho marcam presença nesta segunda-feira (23) na sede da Justiça Federal, em Belo Horizonte, para acompanhar o primeiro dia de audiências de instrução e julgamento do caso. O processo busca reconstruir os fatos que levaram à morte de 272 pessoas e ao colapso ambiental da bacia do Rio Paraopeba em 25 de janeiro de 2019. O caso envolve 17 réus e a previsão de ouvir mais de 180 testemunhas ao longo das sessões.

Confira a matéria completa no portal do Hoje em Dia.


Tragédia de Brumadinho: Justiça Federal inicia audiências nesta segunda-feira (23)

Ao todo, estão previstas 76 audiências entre fevereiro deste ano e maio de 2027; réus respondem por homicídio e crimes ambientais

Têm início nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento da tragédia de Brumadinho na Justiça Federal. O processo tramita na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), em Belo Horizonte, e busca apurar as responsabilidades pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão.

Confira a matéria completa no portal do R7.


'Esperança acesa', diz mãe de vítima de Brumadinho sobre julgamento

A vice-presidente da Avabrum relembra a luta das famílias para que os responsáveis pelo rompimento da barragem sejam julgados

Familiares das vítimas do rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), estão esperançosos de que a Justiça seja feita e os responsáveis pela tragédia que matou 272 pessoas paguem pelos crimes. O julgamento do caso começa nesta segunda-feira (23/2), no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG).

Confira a matéria completa no portal do jornal Estado de Minas.

TRF6 vai à comunidade quilombola do Tejuco, em Januária, para ampliar o acesso a direitos

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) levou serviços judiciais à comunidade quilombola Barra do Tejuco, em Januária, no Norte de Minas Gerais, como parte de uma iniciativa para ampliar o acesso à Justiça Federal na região com foco na garantia de direitos e no resgate da dignidade. A ação itinerante visando ao primeiro Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais busca assegurar acesso à Justiça e a benefícios previdenciários a moradores historicamente afastados dos serviços públicos, promovendo cidadania e inclusão social. A iniciativa conta com a parceria do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A visita ocorreu no dia 25/2/2026.

Os serviços judiciais constituíram uma oportunidade ímpar de acolhimento e ampliação do acesso à Justiça Federal, e representam um marco histórico para a região, ao possibilitar a aproximação entre a Justiça Federal e a população, com os atendimentos gratuitos e facilitados pela permanência de servidores do Tribunal Regional Federal e da Justiça Federal de primeira instância.

Etapas que visam ao primeiro Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais

A ação já avançou duas etapas. Na primeira fase, equipes realizaram o mapeamento das principais demandas da comunidade. Agora, na segunda etapa, estão sendo feitos atendimentos, atermações e perícias no próprio local. O levantamento das pessoas atendidas é considerado fundamental para que o Tribunal conheça o perfil de quem busca os serviços da Justiça Federal e possa dar respostas mais efetivas às necessidades identificadas. Todo o processo visa ao primeiro Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais.

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, compareceu ao local e participou da ação. Ele destacou a relevância da presença institucional na comunidade. Segundo ele, o número de atendimentos já registrados demonstra a importância da iniciativa. “É uma região que precisa, como a gente pode ver pelo número de atendimentos nessa fase inicial. Estamos verificando a efetividade das respostas porque as pessoas estão procurando bastante”, afirmou o presidente.

As perícias estão sendo realizadas de forma conjunta entre o TRF6 e o INSS, especialmente em demandas relacionadas a benefícios previdenciários.

O juiz federal Ronaldo Santos, um dos coordenadores do Itinerante, relatou a alegria de participar da ação. "É um clima de itinerante. Agora há pouco, choramos junto com uma senhora que conseguiu aposentadoria administrativamente junto ao INSS. A gente vê uma Justiça andando mais rápido", comemorou o juiz.

Emocionado, o juiz federal Grigório Carlos dos Santos, vice-diretor do foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, destacou o impacto social da iniciativa ao levar o atendimento até a comunidade. Segundo ele, o juizado itinerante representa uma mudança concreta na vida da população, especialmente de pessoas pretas e quilombolas, historicamente afastadas de diversos equipamentos públicos. “O juizado itinerante faz a diferença na vida das pessoas, especialmente na vida de pessoas pretas e quilombolas, que estão tão distantes de vários equipamentos públicos. O TRF6 se preocupa em sair de lá e vir pra cá atender essas pessoas de forma eficiente”, afirmou o vice-diretor.

Para Monique Campos, secretária municipal de Desenvolvimento Social de Januária, a presença da Justiça Federal na comunidade está sendo fundamental. "Por ser uma zona rural de difícil acesso, e por muitos não o terem conhecimento necessário sobre os seus direitos, a Justiça Federal está trazendo dignidade e renda para essa comunidade", comemorou a secretária.

Wisley Nascimento, coordenador municipal de Política de Promoção de Igualdade Racial em Januária, e membro da comunidade quilombola Amigos da Ilha, disse que atualmente atendem 80 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares em Januária. "É uma população que é ansiosa por políticas públicas. Essa ação de hoje é muito propícia para atender essas comunidades", lembrou.

Dona Eva, primeira moradora da comunidade do Tejuco, contou como a aposentadoria chegou para ela. Trabalhadora rural durante toda a vida, com 87 anos, é uma das primeiras moradoras da comunidade. “Eu trabalhava na roça, torrava farinha. Minha vida é a roça. A aposentadoria é muito boa para mim”, relatou.

Sobre a comunidade

A comunidade Barra do Tejuco foi certificada como quilombola em 23 de outubro de 2023 pela Fundação Cultural Palmares, com publicação de Portaria no Diário Oficial da União. O reconhecimento garante aos moradores o acesso a políticas públicas específicas e permite o início do processo de demarcação do território pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Iniciativas como a do TRF6 buscam garantir que direitos fundamentais cheguem também às populações historicamente afastadas dos grandes centros urbanos.

Confira abaixo a galeria de fotos da iniciativa.

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Solidariedade que Transforma Vidas: SOS Zona da Mata

Confira a 7ª edição do boletim “Cem (ou mais) Precedentes” do NUGEPNAC

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Justiça Federal realiza mais um dia de audiências do caso Brumadinho

Foi realizada nesta sexta-feira (27/2/2026), no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, mais uma etapa das audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da Barragem B1 da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Foram ouvidas como informantes três parentes de vítimas fatais: Nayara Cristina Dias Porto, esposa de Everton Lopes Ferreira, funcionário da Vale; Juliana Cardoso Gomes Silva, nora de Levi Gonçalves da Silva, trabalhador terceirizado; e Josiana de Souza Resende, irmã de Juliana Rezende, também funcionária da Vale.

As informantes responderam a questionamentos do Ministério Público Federal, dos advogados de acusação e de defesa e da juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pela condução da sessão. Entre os temas abordados estavam os impactos do rompimento em suas vidas e na de seus familiares, o acompanhamento das buscas e resgates, o conhecimento prévio sobre riscos da barragem, conhecimento sobre as causas do desastre, além do funcionamento das sirenes e demais sistemas de alerta na região.

Procedimentos ocorreram com normalidade

Essa fase de instrução e julgamento é destinada à produção de provas e à oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além dos réus. A primeira semana de audiências transcorreu de forma tranquila. Segundo o diretor do Foro da Seção Judiciária da 6ª Região, juiz federal José Carlos Machado Júnior, os trabalhos ocorreram dentro da normalidade.

“Havia grande expectativa em relação às primeiras sessões, mas, graças ao trabalho da equipe de servidores e dos demais órgãos envolvidos, as audiências transcorreram com absoluta normalidade, sem intercorrências relevantes. Do ponto de vista da organização e da estrutura, os trabalhos se desenvolveram de forma adequada ao longo da semana”, afirmou.

Alterações no acesso ao auditório

Para adequação à demanda de público, a Justiça Federal alterou a distribuição de vagas no plenário do TRF6. Passam a ser reservados 50 assentos para familiares das vítimas fatais e 10 vagas para o público em geral.

Também foi ampliada a forma de cadastramento dos familiares, que poderá ser feito por telefone, pelo número (31) 3501-1522, em dias úteis, das 10h às 17h. As inscrições por meio eletrônico permanecem disponíveis no link “Audiências Criminais de Brumadinho”. O cadastro será aberto quatro semanas antes de cada semana de audiências e ficará disponível até o preenchimento total das vagas.

Espaço de acolhimento aos familiares

A Casa da Cidadania (Rua Santos Barreto, 181, bairro Santo Agostinho) permanece em funcionamento durante todo o período das audiências para acolher os familiares das vítimas fatais. O espaço funciona das 11h às 18h e oferece assistência médica, alimentação, acesso à internet, local para descanso e atendimento psicossocial e sociojurídico, em parceria com o Programa Polos de Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O acesso ao local exige cadastramento prévio, exclusivamente para fins de organização, por meio do site do TRF6, no link “Audiências de Brumadinho”. A entrada ocorrerá por ordem de chegada, respeitado o limite de 40 pessoas. Será obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, além da passagem por detector de metais e equipamento de raio X.

Calendário das audiências

A fase de instrução e julgamento contará com 76 audiências, com previsão de término em 17 de maio de 2027. As sessões são realizadas às segundas e sextas-feiras, na sede do TRF6, em Belo Horizonte.

A condução dos trabalhos está a cargo da juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, titular da 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, vinculada à Seção Judiciária de Minas Gerais.

Justiça Federal mineira alcança marco histórico ao fazer o atendimento da população com o 1º Juizado Especial Federal no Norte de Minas

A Justiça Federal da 6ª Região realizou o atendimento da população do Norte de Minas com atermações, orientações e perícias visando ao primeiro Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas Gerais. Essa importante fase dos Juizados ocorreu ao mesmo tempo no município de Januária e em comunidade quilombola vizinha da cidade, além de mais outros dois locais do Norte de Minas.

Os serviços judiciais constituíram uma oportunidade ímpar de acolhimento e ampliação do acesso à Justiça Federal, e representam um marco histórico para a região, ao possibilitar a aproximação entre a Justiça Federal e a população, com os atendimentos gratuitos e facilitados pela permanência de servidores do Tribunal Regional Federal e da Justiça Federal de primeira instância, e participação dos representantes de demais instituições como o INSS, Defensoria Pública Federal e Ministério Público Federal.

Voltada especialmente às comunidades tradicionais quilombolas e à população carente de recursos na região de Januária, a ação da Justiça Federal possibililtou atendimentos relacionados principalmente a benefícios previdenciários e assistenciais, e permitiu que cidadãos resolvessem demandas judiciais sem a necessidade de advogados e sem o custoso deslocamento para a Justiça Federal de Montes Claros. Importante também que ali no próprio local de atendimento desde logo foram feitas as perícias visando a dar agilidade para a segunda fase do julgamento ou a fim de possibilitar propostas de acordo pela Procuradoria Federal que faz a defesa do INSS. Para a logística do atendimento da população, o Tribunal também recebeu o apoio da Prefeitura Municipal de Januária e da Funorte Centro Universitário.

Entre os dias 23 a 27 de fevereiro de 2026 os servidores, juízes e demais parceiros e colaboradores da Justiça Federal ficaram concentrados em pontos estratégicos recebendo os cidadãos da comunidade beneficiada, a fim de agilizar as atermações (pedido oral do cidadão perante servidor da Justiça que abre o processo e junta as provas no sistema) e demais pedidos, na oportunidade em que esclareceram as dúvidas e conduziram as pessoas às perícias feitas no local, que serviu como antecipação de provas sobre incapacidades laborais ou aposentadorias por invalidez ou para os fins de benefícios assistenciais junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, desembargador federal Vallisney Oliveira, que compareceu a todos os quatro pontos de atendimento dos Juizados Itinerantes nessa primeira e importante fase, explica que a realização do 1º Juizado Especial Federal Itinerante no Norte de Minas constitui um marco altamente significativo, por ser o primeiro Itinerante do TRF6 desde a sua criação há pouco mais de três anos. E que se trata de uma união de forças entre a Presidência do TRF6, a Coordenadoria dos Juizados Especiais do Tribunal, a Diretoria do Foro da Justiça Federal Mineira e a Subseção Judiciária Federal de Montes Claros o que ensejou uma atuação concentrada e bem organizada visando a levar em tempo curto a justiça federal previdenciária a uma região mineira das mais necessitadas e carentes de recursos públicos.

O juiz federal Ronaldo Santos Oliveira, um dos coordenadores do Itinerante, ressaltou que a cidade de Januária concentra a maior comunidade quilombola da região, o que reforça a relevância da ação. De acordo com o magistrado, o foco do atendimento está no segurado especial, especialmente o trabalhador rural, e a presença do Juizado Itinerante possibilita mais celeridade na tramitação das demandas, além de fortalecer a implantação das Unidades Avançadas de Atendimento na região. "Aqui estamos focando no segurado rural, o especial. É uma oportunidade única para a população. Estamos trazendo a Justiça, caminhando mais rápido processualmente e fortalecendo a chegada das UAAs na região", ressaltou o juiz federal.

População comemorou a chegada do Juizado Itinerante

Morador da região, Almir dos Santos procurou o atendimento do Juizado Itinerante com a expectativa de garantir a aposentadoria para si e para a esposa. Ele afirmou estar esperançoso de que ambos consigam o reconhecimento do direito. "Tenho fé que irei conseguir. Estou com muita esperança de conseguir aposentadoria para mim e para a minha esposa ", disse.

Jucílio da Cruz, da comunidade quilombola de Riachinho (que possui cerca de 500 moradores), compareceu ao Juizado em busca de aposentadoria por incapacidade. Ele relatou enfrentar diversos problemas de saúde. Para ele, a presença da Justiça Federal na localidade representa a chance de conquistar um direito que considera essencial diante de sua condição clínica. "Tenho ansiedade, gastrite, artrose nos joelhos, hérnia de disco, desgastes na coluna, incluindo um câncer maligno. Com a graça de Deus e à Justiça Federal, que está aqui, serei aposentado por invalidez", afirmou.

Da comunidade quilombola, Leidimar Nascimento buscou auxílio relacionado à sua condição de saúde. Ela relatou enfrentar problemas como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e distúrbios na tireoide, e destacou a importância da iniciativa para quem não tem recursos financeiros para se deslocar. Segundo ela, a realização do atendimento na própria região representa uma oportunidade aguardada há anos para tentar obter o benefício. "Muito bom ser atendida aqui. Não tenho dinheiro para pagar carro e ir para Januária pedir isso. Vou pegar com Deus para dar tudo certo. Tem anos que eu espero para conseguir esse auxílio-saúde", relatou.

Atendimento do Juizado Itinerante: atenção especial aos trabalhadores rurais e povos tradicionais

Durante o Juizado Itinerante, foram atendidos trabalhadores rurais, pescadores artesanais, quilombolas, povos indígenas, ribeirinhos, pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, pessoas com deficiência em condição de vulnerabilidade social, segurados do INSS e seus dependentes. A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso da população à Justiça Federal, especialmente de moradores de comunidades rurais e grupos socialmente vulneráveis.

Entre os principais benefícios analisados e encaminhados estiveram o Benefício de Prestação Continuada ao Idoso (BPC/LOAS), o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência, o auxílio por incapacidade temporária, a aposentadoria por incapacidade permanente, a aposentadoria rural por idade, a aposentadoria híbrida, a pensão por morte, o seguro-defeso, o salário-maternidade e o auxílio-reclusão.

Mesmo aqueles que não possuíam toda a documentação necessária receberam orientação adequada para regularização e continuidade dos pedidos.

Ao promover o primeiro Juizado Especial Federal Itinerante do Norte de Minas, o TRF6 consolida um marco histórico na democratização do acesso à Justiça, reafirmando seu compromisso institucional de promover dignidade, cidadania e efetivação de direitos fundamentais de forma mais simples, rápida e próxima da população.

Justiça Federal oficializa Unidade Avançada de Atendimento na cidade de Manga

A Justiça Federal oficializou a instalação de mais uma Unidade Avançada de Atendimento (UAA) no Norte de Minas, no município de Manga. Vinculada à Subseção Judiciária de Janaúba, a unidade está em funcionamento desde outubro de 2025. A cerimônia de descerramento da placa foi realizada na última terça-feira (24/2/2026).

A solenidade ocorreu no Fórum Doutor João Cunha Ortiga e incluiu visita técnica às instalações e reuniões sobre o atendimento à população. Participaram do evento o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira; o diretor do Foro da Comarca de Manga, juiz de direito André Chaves Reis; o prefeito de Manga, Anastácio Guedes Saraiva; os desembargadores federais do TRF6 Derivaldo de Figueiredo Filho e Rollo D’Oliveira; o vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Grigório Carlos dos Santos; o secretário-geral da Presidência do TRF6, Antônio Francisco do Nascimento; o diretor da Subseção Judiciária de Janaúba, juiz federal Jeffersson Ferreira Rodrigues; o vereador Tuta, representando a presidente da Câmara Municipal de Manga; a presidente da Subseção da OAB em Manga, Karine Oliveira Lima; além de outras autoridades municipais e estaduais.

Para o presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, a implantação da UAA representa um ganho para o município e para a região, que está muito distante de outros polos de atendimento da Justiça Federal, em especial porque agora a população daquela comarca e dos municípios abrangidos não precisam mais pegar uma custosa balsa para atravessar o rio São Francisco e se deslocar com muitas dificuldades até a sede da Justiça Federal em Janaúba.

“Manga, localizada quase na divisa com a Bahia e banhada pelo Rio São Francisco, é uma bela e próspera cidade, mas distante dos grandes centros. A presença da Justiça Federal aqui representa um marco para o município e para toda a região. É a afirmação da cidadania e do compromisso com o acesso a direitos. A unidade atenderá municípios como Juvenília, Miravânia, Montalvânia e São João das Missões, onde há significativa presença de comunidades indígenas, como os Xacriabás, além de diversas comunidades quilombolas. Trata-se de uma região que demanda atenção do Estado para o reconhecimento e a garantia de direitos, especialmente os previdenciários e sociais”, concluiu o presidente do TRF6.

Justiça Federal mais próxima dos jurisdicionados

A UAA de Manga tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços da Justiça Federal, reduzindo a necessidade de deslocamentos em especial para a realização de perícias e audiências, ao mesmo tempo que desde a sua instalação cessou os serviços de jurisdição delegada do Juízo de Direito da Comarca de Manga. A unidade avançada oferece serviços como atermação de ações, atendimento às partes e aos advogados, informações processuais, realização de perícias médicas, além de audiências de conciliação e de instrução e julgamento, inclusive por videoconferência.

“A unidade já está em pleno funcionamento, com a realização de audiências e perícias médicas. A cerimônia de descerramento da placa simboliza a consolidação desse trabalho e o efetivo acesso à justiça. Trata-se da justiça se aproximando das pessoas que enfrentam maiores dificuldades de deslocamento, especialmente em razão da distância entre Manga, os municípios vizinhos e a sede da Subseção Judiciária, em Janaúba, destacou o diretor da Subseção Judiciária de Janaúba, juiz federal Jeffersson Ferreira Rodrigues.

A iniciativa é resultado de parceria entre o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Prefeitura de Manga. O esforço conjunto busca promover a cidadania, ampliar o acesso à Justiça, encurtar distâncias entre o juiz e o jurisdicionado e fortalecer as políticas públicas voltadas à população da região. O prefeito de Manga, Anastácio Guedes Saraiva, destacou a importância da unidade para o município e cidades vizinhas.

“É uma grande satisfação receber essa Unidade Avançada em nossa cidade. Trata-se de um avanço significativo não apenas para Manga, mas também para os municípios da região que dependem desse atendimento. A unidade contribuirá para a redução dos custos com deslocamentos até Janaúba, Montes Claros e outras cidades mais distantes, gerando economia para o município. Agradeço ao Tribunal por essa parceria”, disse.

Ampliação e facilidade para o acesso a Direitos

O vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Grigório Carlos dos Santos, destacou a relevância da iniciativa para o desenvolvimento regional. “O Norte de Minas é uma região que, muitas vezes, ainda é pouco conhecida pelo grande público. A implantação de uma Unidade Avançada em Manga cria condições para que a região se fortaleça e se desenvolva, garantindo que a população seja atendida com dignidade, respeito e com a adequada aplicação dos recursos públicos”, afirmou.

O desembargador federal do TRF6, Derivaldo de Figueiredo Filho, também ressaltou a importância da presença da Justiça Federal na região, especialmente na área previdenciária. “É fundamental que a Justiça Federal esteja presente, levando à população os serviços que oferece e atuando com a atenção e o cuidado que lhe são próprios, especialmente na área previdenciária, que atende uma parcela significativa da população em situação de maior vulnerabilidade.A retomada pela Justiça Federal da competência estadual delegada tem ocorrido, pelo que tenho observado, de forma muito positiva”, afirmou.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Descerramento de placa marca instalação de UAA da Justiça Federal em Januária e reforça a presença da Justiça Federal no norte de Minas

Nesta terça-feira (24/2/2026), foi realizada a cerimônia de oficialização com o descerramento da placa de instalação da Unidade Avançada de Atendimento (UAA) de Januária, unindo a população, a comunidade jurídica e autoridades locais com o Tribunal Regional Federal e ampliando o acesso da população aos serviços jurisdicionais.

As UAAs são pontos fixos de atendimento que possibilitam serviços da Justiça Federal aos cidadãos, como atermações, atendimento às partes e advogados, perícias médicas judiciais e audiências por videoconferência e acima de tudo representam a retomada da jurisdição de direito previdenciário e social pela Justiça Federal nas comarcas distantes a mais de 70 km.

Além de colocar fim à competência delegada, outra finalidade da instalação da UAA é garantir o acesso à Justiça aos residentes em localidades onde não exista vara federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, evitando grandes deslocamentos dos jurisdicionados, em especial dos moradores de regiões cujas distâncias constituem um entrave à Justiça. É o caso da população rural e urbana de Januária e adjacência que não contam com sede da Justiça Federal.

As varas federais estão localizadas apenas em 26 municípios dos 853 do Estado de Minas e a criação de varas depende de iniciativa do Conselho da Justiça Federal e de lei federal, cujo trâmite é bastante complexo, razão pela qual a oferta de serviços de uma UAA no município como as características de Januária é muito importante para a cidadania.

Cooperação entre TJMG e TRF6 amplia acesso à Justiça Federal em Minas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o Tribunal Regional Federal da 6ª Região assinaram, em junho de 2025, o Termo de Cooperação Técnica 238, que visa implementar unidades avançadas de atendimento do TRF6 em várias cidades mineiras, ampliando o acesso da população à Justiça Federal.

No dia 16 de outubro de 2025, foi instalada, em Montes Claros, a Unidade Avançada de Atendimento do TRF6, por meio da assinatura do Termo de adesão ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT) 238/2025. Na terça-feira (24/2/2026), a solenidade de descerramento da placa simbolizou oficialmente o funcionamento da unidade no município.

A solenidade oficializou a presença da Justiça federal mais próxima no norte de Minas, na ocasião em que ocorreu o descerramento da placa de inauguração da unidade, seguida da visita técnica do presidente do Tribunal, acompanhado dos desembargadores federais Rolo de Oliveira e Derivaldo Figueiredo Filho, de magistrados federais e de servidores da Justiça Federal para conhecer in loco os serviços da Unidade.

A UAA de Januária é fruto da comunhão de esforços de todos os órgãos e instituições envolvidas nesse projeto do Tribunal que tem por escopo alargar o acesso à Justiça e possibilitar mais celeridade e efetividade da jurisdição federal em Minas Gerais.

Autoridades participaram do descerramento da placa de inauguração

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, afirmou que os processos relacionados a questões previdenciárias passarão a ser julgados pela Justiça Federal de Montes Claros, que fará a gestão dos serviços judiciais em Januária.

Segundo ele, a medida retira uma grande demanda da Justiça Estadual e a transfere para o ramo do Judiciário que, conforme a Constituição, é o responsável por analisar e decidir causas dessa natureza. "Nós desafogamos a Justiça Estadual e passamos todas as questões previdenciárias para a Justiça Federal, que constitucionalmente está incumbida de julgar essas causas", no âmbito e no escopo dessa parceria entre o TRF6 e o TJMG, explicou.

A juíza diretora da Comarca de Januária, Laura Helena Xavier Ferreira, lembrou a localização estratégica da UAA em Januária. "Estamos localizados no Fórum, no 3º andar. Agora, o acesso foi facilitado a todas as pessoas que antes tinham dificuldades em acessar o Judiciário", contextualizou.

Para o secretário-geral da Presidência, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento, a instalação da UAA em Januária é estratégica e fundamental. "A região carente e necessária para a assistência da Justiça Federal", explicou.

A presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Januária, Ana Paula Lima de Almeida, classificou como importante a chegada da Justiça Federal na região. "Vai trazer mais acesso e Justiça para toda a população, principalmente para a classe mais vulnerável da nossa sociedade ", comemorou.

Para o diretor da Subseção Judiciária de Montes Claros, juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha, a dignidade das populações tradicionais (como os vazanteiros, quilombolas, ribeirinhos) foi reafirmada com a chegada da Justiça Federal em Januária. A UAA está localizada no Extremo Norte da Jurisdição de Montes Claros. Com isso, todas essas populações terão acesso à Justiça", afirmou.

Além da população de diversos segmentos locais e regionais que compareceram à solenidade, compuseram a mesa de honra o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, desembargador federal Vallisney Oliveira; a diretora da Comarca de Januária, juíza de direito Laura Helena Xavier Ferreira, representando o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Júnior; o procurador-geral do município de Januária, Vinicius Andersen Guedes Magalhães, representando o prefeito, Maurício Almeida do Nascimento; o vereador Rogério Carlos Lopes, representando o presidente da Câmara de Vereadores de Januária, Neiriberto Vieira De Souza; o desembargador federal do TRF6 Derivaldo de Figueiredo Filho; o desembargador federal do TRF6 Rollo D’Oliveira; o vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Grigório Carlos dos Santos, representando o diretor do Foro, juiz federal José Carlos Machado Júnior; o diretor da Subseção Judiciária de Montes Claros, juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha; o secretário-geral da Presidência, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento e a presidente da Subseção da OAB de Januária, Ana Paula Lima de Almeida.

Também integraram a extensão da mesa de honra o juiz de direito da 2ª Vara da Comarca de Januária, Daniel Henrique Souto Costa; o diretor da Subseção Judiciária de Janaúba, juiz federal Jeffersson Ferreira Rodrigues; o procurador da República de Sete Lagoas, Frederico Pellucci; o procurador-geral do município de Januária, Vinicius Andersen Guedes Magalhães; a promotora de Justiça de Januária, Raíssa Helen Ramos Neves; o comandante do 7º Pelotão de Bombeiros Militar de Januária, 1º tenente Geraldo Gonçalves Xavier; o delegado Farley Guedes de Oliveira, representando o delegado regional da Polícia Civil, delegado Luis Bernardo Rodrigues Moraes Neto; o diretor-geral do Hospital Municipal de Januária, Abel Barcelos; a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Natália Moura Magalhães; a presidente do Conselho Municipal de Promoção de Igualdade Racial, Elizete Leite dos Santos; a diretora-geral da Funorte, Denise Abreu e o presidente da Apac Januária, Nair Maria Barbosa do Amaral.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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TRF6 manifesta solidariedade à população atingida pelas fortes chuvas em Minas Gerais

O Tribunal Regional Federal da 6ª região (TRF6) manifesta profunda solidariedade às pessoas e famílias afetadas pelas fortes chuvas que atingiram Minas Gerais, especialmente as populações de Juiz de Fora e de outras cidades impactadas, que enfrentam um momento de grande dificuldade.

Em Minas Gerais, diversos municípios já decretaram situação de emergência em razão dos impactos provocados pelas chuvas, entre eles Juiz de Fora, Viçosa, Muriaé, Cataguases, Ubá e municípios da Zona da Mata e do Leste do estado.

Neste cenário de perdas e incertezas, o TRF6 se une à sociedade mineira em sentimento de respeito e apoio às comunidades impactadas, reconhecendo o trabalho essencial das equipes de resgate, defesa civil e demais instituições que atuam no atendimento às pessoas atingidas.

A Justiça Federal permanece atenta aos desdobramentos da situação e reafirma seu compromisso institucional com a proteção de direitos e com o acesso à Justiça, sobretudo em contextos de emergência que exigem sensibilidade e pronta resposta do poder público.

O TRF6 expressa sua esperança de rápida recuperação das áreas afetadas e se solidariza com todas as pessoas que enfrentam este momento difícil.

Artigo do desembargador federal Grégore Moura é destaque na revista Consultor Jurídico

“A prescritibilidade do artigo 149 do Código Penal”, artigo do desembargador federal Grégore Moura, foi publicado na revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur). Confira:


A prescritibilidade do artigo 149 do Código Penal

Grégore Moreira de Moura

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região julgou, nos últimos dias, um caso em que se discutiu a questão da prescritibilidade do crime do artigo 149 do Código Penal, sendo que a decisão da 1ª Turma [1], por maioria, reconheceu a imprescritibilidade do crime de redução à condição análoga à de escravo, com fundamento, principalmente, em uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos [2], bem como na questão da defesa destes próprios direitos [3].

O tema está em discussão no Supremo Tribunal Federal, por meio da ADPF 1.053 [4], ajuizada pela Procuradoria-Geral da República, que aduz: “a medida é necessária para garantir a reparação dos tecidos social e individual afetados pela escravidão moderna, e a imprescritibilidade visa respeitar os princípios constitucionais da dignidade humana, do valor social do trabalho, da sociedade livre e solidária, da prevalência dos direitos humanos, da liberdade e da igualdade” [5].

A par dos nobres argumentos na defesa da imprescritibilidade deste crime e da importância dos princípios defendidos pela PGR, o tema esbarra em outros princípios constitucionais penais, como o princípio da legalidade estrita e da intervenção mínima.

O direito vive em um pêndulo constante entre justiça e estabilidade [6], cabendo ao legislador promover tal equilíbrio, segundo uma escala de valores. Ora pende para a Justiça ao tentar dar a cada um o que é seu, ora pende para a força motriz do tempo, para apaziguar as relações jurídicas que não podem ser infinitas. A partir disso, temos o brocardo jurídico de que “o direito não protege os que dormem”.

Injusta com o fato, justa com o indivíduo

Com base nessa premissa, a estabilidade das relações sociais e a finitude das mesmas, o direito afasta o critério da justiça para abraçar os efeitos do tempo, na esteira da estabilidade, criando o instituto da prescrição. Logo, a prescrição é a finitude da angústia perpretada pelo tempo, bem como a retirada do poder de ação com a espada do direito apontada eternamente para um indivíduo.

Portanto, a prescrição não é justa com o fato, mas sim com o indivíduo. Injusta por permitir a perda de um direito pelo não exercício, no caso do direito penal, o jus puniendi. Todavia, justa com quem cometeu o fato, por retirar a ameaça eterna da espada de Têmis.

Logo, a prescrição é um instituto geral de Direito Penal que se torna uma garantia substancial contra o direito de punir do Estado, ou seja, somente deve ser afastada expressamente, por lei, em virtude dos princípios da legalidade estrita, da intervenção mínima e da especialidade.

Vivemos tempos em que se cria crime por jurisprudência e por analogia, o que vai de encontro a todas as lições básicas de estabilidade e segurança jurídica. O mesmo acontece agora com o instituto da prescrição.

Violação ao princípio da legalidade

O que se pretende na discussão sobre a prescritibilidade do artigo 149 do Código Penal é exatamente criar uma restauração de um direito de punir extinto pelo tempo, premiando a inércia do Estado, além de desrespeitar princípios constitucionais básicos de direito penal, como o da legalidade estrita. Sempre com a fundamentação altruísta, porém, ilegal e inconstitucional.

A Constituição, em seu artigo 5º, estabelece um rol taxativo de crimes imprescritíveis, a saber, o racismo (inciso XLII) e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático (inciso XLIV).

A interpretação extensiva para incluir outras hipóteses de imprescritibilidade, como o crime de  redução a condição análoga à de escravo, ainda que fundamentada em louváveis preceitos de direitos humanos, representa uma violação frontal ao princípio da legalidade estrita em matéria penal, bem como à segurança jurídica.

O próprio Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 600.851 (Tema de Repercussão Geral 438) [7], reafirmou que, ressalvadas as exceções constitucionais, a regra no ordenamento jurídico brasileiro é a prescritibilidade das pretensões penais, sendo vedado ao legislador ordinário, e com maior razão ao intérprete, criar novos casos de imprescritibilidade.

Criar imprescritibilidade por interpretação extensiva ou por jurisprudência é restaurar direito de punir extinto pelo tempo, ou seja, é ofensa frontal ao princípio da legalidade estrita, certa, prévia e escrita. É retornar ao Estado de exceção que permitia retroagir lei penal mais grave ou mudar as regras no meio do jogo.

Integridade é uma marca do direito

O direito deve prezar pela integridade, como diria Dworkin.

Coerência, justiça e equidade não se fazem com surpresa negativa, premiação de inércia estatal, retroatividade de interpretação extensiva em prejuízo do réu ou criação de crime por jurisprudência.

A separação de Poderes exige respeito à escolha da assembleia constituinte que enumerou os crimes imprescrítiveis, pois são exceções altamente restritas para permitir a singular infinitude do jus puniendi. Alargar esse rol, ainda que por motivos altruístas e retóricos, é sepultar nossa Constituição e nosso Código Penal.

Em tempos que precisamos dizer o óbvio, o artigo 5º da Constituição segue a seguinte leitura, com base na argumentação ora trazida, com a seguinte conclusão: “não há imprescritibilidade sem lei anterior que a defina, nem a possibilidade de ressuscitar o direito de punir sem prévia cominação legal”.

Carlos Maximiliano [8] já dizia em suas lições que as exceções devem ser interpretadas restritivamente.

Como diria Clarice Lispector: “o óbvio é a verdade mais difícil de enxergar”.

Se não enxergarmos o óbvio, adeus segurança jurídica, adeus estabilidade, adeus tripartição dos Poderes, adeus legalidade estrita, adeus princípio da intervenção mínima, adeus princípio da especialidade, adeus regras interpretativas, e vamos declarar tudo imprescritível!

Com a devida licença poética para criarmos neologismos, não deixemos o ativismo virar “legislismo”.


[1] APELAÇÃO CRIMINAL Nº 0001075-81.2012.4.01.3818, relator desembargador Edilson Vitorelli. Na oportunidade apresentei voto divergente.

[2] O voto do relator na apelação supramencionada aduz pela necessidade de cumprimento da sentença proferida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, no caso Trabalhadores da Fazenda Brasil Verde vs. Brasil.

[3] Há uma questão importante a ser debatida sobre a natureza e o cumprimento de uma decisão de Corte Internacional que vai contra princípios constitucionais do direito interno, o que pela limitação de espaço deste artigo não iremos discutir.

[4] O pedido feito pela PGR na ADPF 1053 consiste em declarar a não recepção, sem redução de texto, dos artigos do Código Penal relativos à prescrição, notadamente os arts. 107, IV, 109, 110, 111 e 112 do Decreto-Lei 2.848/1940, relativamente ao crime de redução a condição análoga à de escravo (art. 149 do Código Penal).

[5] Disponível em https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=505137&tip=UN. Acesso em 17 de fevereiro de 2026.

[6] BERGEL, Jean-Louis. Teoria Geral do Direito. Hermenêutica e Aplicação do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

[7]  Tese no Tema 438 do Supremo Tribunal Federal  “Em caso de inatividade processual decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos na Constituição Federal como imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo prescricional ao tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de o processo permanecer suspenso”. Disponível em https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=2684154&numeroProcesso=600851&classeProcesso=RE&numeroTema=438. Acesso em 17 de fevereiro de 2026.

[8] MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e Aplicação do Direito.23ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.

Fonte: Consultor Jurídico

TRF6 participa, no Conselho da Justiça Federal, de reunião com representante da Albânia para fortalecimento da cooperação internacional

A desembargadora Simone Lemos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), responsável pela criação do Centro de Cooperação Internacional da Justiça Federal, participou de reunião no CJF para aproximação e aprendizado com experiências vividas na Albânia no combate à criminalidade cibernética.

Participaram da reunião o secretário geral do CJF, Erivaldo Ribeiro dos Santos, o subprocurador da República Eduardo Lorenzoni, a procuradora regional da República Fernanda Teixeira Souza Domingos, integrante do Grupo de Atuação Especial no Combate aos Crimes Cibernéticos (NCyber), e Denisa Asko, promotora de justiça no Ministério Público do Distrito de Tirana, na Albânia.

Em sua atuação profissional, Denisa Asko integrou o Ministério da Justiça da Albânia como chefe do Departamento de Assuntos Judiciais em Matérias Criminais, colaborando ativamente em processos de assistência jurídica mútua (MLA). No cenário internacional, possui um histórico de contribuições estratégicas junto ao Conselho da Europa, tendo atuado como perita nacional no Comitê Ad-Hoc da ONU para a elaboração da Convenção Internacional sobre o Combate ao Uso de Tecnologias para fins criminosos.

Nas palavras da desembargadora Simone Lemos, “o encontro certamente trará frutos positivos para o relacionamento entre os países e entre as instituições envolvidas, em área tão importante e sensível, facilitando e fortalecendo os mecanismos de cooperação internacional necessários à obtenção de provas eletrônicas para solução de investigações em andamento”.

Desembargadora federal Simone Lemos participa de visita técnica promovida pelo TRF1 ao Centro de Defesa Cibernética do Exercito Brasileiro

Crédito: Sd. Marcos Vinicius da Silva - Centro de Comunicação Social do Exército

Em evento promovido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), magistrados conheceram a atuação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, que atua na proteção de sistemas e infraestrutura crítica contra-ataques digitais. A iniciativa reuniu magistrados e magistradas federais para aprofundar o entendimento sobre segurança da informação em um cenário de constantes desafios tecnológicos.

A desembargadora federal Simone dos Santos Lemos Fernandes, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), foi convidada a participar do evento por sua trajetória na área de enfrentamento aos crimes cibernéticos, tendo sido a única juíza federal titular de vara criminal com essa especialidade.

A desembargadora federal Simone Lemos, que integra a Quarta Turma e a Segunda Seção do TRF6, possui formação acadêmica e sólida trajetória profissional que combinam direito e segurança da informação, com foco em proteção de dados e combate a ilícitos digitais.

Crédito: Sd. Marcos Vinicius da Silva - Centro de Comunicação Social do Exército

A participação da desembargadora no evento reforça a importância de um diálogo institucional entre as diferentes regiões da Justiça Federal sobre temas estratégicos como a defesa cibernética, conectando o trabalho jurisdicional com a proteção de sistemas que sustentam serviços públicos essenciais.

O encontro foi considerado uma oportunidade relevante para troca de experiências e estreitamento de parcerias entre magistrados e especialistas, especialmente no contexto de transformação digital e desafios associados à atuação estatal em ambientes tecnológicos complexos.

TRF6 suspende expediente e prazos processuais na Subseção de Viçosa após enchentes na zona da mata

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) autorizou a suspensão do expediente e dos prazos processuais na Subseção Judiciária de Viçosa (MG) nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, em razão das enchentes que atingiram municípios da zona da mata mineira. A medida foi formalizada na Decisão Presi 67/2026.

O pedido foi fundamentado na grande devastação provocada por eventos climáticos severos, com impactos em Juiz de Fora, Ubá e Senador Firmino. Diante do cenário, a Ordem dos Advogados do Brasil informou que diversos escritórios ficaram inoperantes por falta de energia elétrica, telefonia e internet, além de perdas de equipamentos e dificuldades de acesso aos locais de trabalho.

Na decisão, o presidente do TRF6 destacou a gravidade e o caráter público e notório dos fatos, reconhecendo a urgência da medida. A Corregedoria Regional manifestou-se favoravelmente ao pedido, sem prejuízo de reavaliação caso persista a situação de excepcionalidade.

A suspensão vale exclusivamente para a Subseção Judiciária de Viçosa e poderá ser mantida se houver necessidade e nova solicitação formal. Também foi determinada a expedição de portaria pela subseção e a comunicação às unidades competentes para as providências cabíveis.

A medida busca preservar o regular exercício da advocacia e o acesso à Justiça diante dos impactos das enchentes na zona da mata mineira, especialmente em municípios fortemente atingidos como Juiz de Fora.

Confira a íntegra da Decisão Presi 67/2026.

TRF6 suspende decisão que paralisava consulta a comunidades tradicionais sobre obra do Rodoanel Metropolitano

Resumo em Linguagem Simples
  • O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) acolheu recurso do Estado de Minas Gerais e suspendeu decisão que havia paralisado a participação da concessionária Rodoanel BH S.A. e da empresa Tractebel Engineering Ltda. na concepção e preparação da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades tradicionais potencialmente afetadas pelo Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte.
  • A decisão autoriza o regular prosseguimento das atividades administrativas relacionadas à preparação da CLPI, inclusive com apoio técnico da concessionária, desde que sob coordenação e responsabilidade do Poder Público.
  • O relator, desembargador federal Marcelo Dolzany da Costa, ressaltou que nenhuma medida materialmente impactante — como emissão de licença de instalação ou início de obras — poderá ser implementada sem a prévia realização da CLPI, nos termos da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura direitos a povos indígenas e comunidades tradicionais.
  • O relator destacou que a controvérsia é semelhante a agravo já analisado pela 3ª Turma do TRF6, quando se firmou entendimento de que a Convenção nº 169 exige a consulta, mas não estabelece marco temporal rígido — devendo ocorrer antes de medidas materialmente impactantes.
  • A decisão diferencia atos preparatórios e administrativos — como mapeamentos e levantamentos preliminares — de intervenções executivas no território. Segundo o relator, o Estado vem conduzindo reuniões e organizando a estrutura do procedimento, enquanto a concessionária atua de forma auxiliar, sem transferência da competência estatal para realizar a CLPI.
  • O TRF6 apontou que a paralisação indevida de etapas administrativas, que não produzem impacto direto e imediato, poderia gerar desorganização procedimental e retardar estudos técnicos necessários à própria consulta.

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) acolheu recurso do Estado de Minas Gerais para suspender decisão que havia paralisado a participação da concessionária Rodoanel BH S.A. e da empresa Tractebel Engineering Ltda. nos trabalhos de concepção e preparação da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades tradicionais potencialmente afetadas pelo empreendimento do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte.

A decisão permite o regular prosseguimento das atividades administrativas relacionadas à preparação da CLPI, inclusive com apoio técnico da concessionária, desde que sob coordenação e responsabilidade do Poder Público.

O desembargador federal Marcelo Dolzany da Costa, relator do recurso, ressalvou que nenhuma medida materialmente impactante, como a emissão de licença de instalação ou início de obras, poderá ser implementada sem a prévia realização da CLPI, nos termos da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), A norma trata dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Fundamentos da decisão

O relator destacou que a controvérsia é semelhante a outro agravo de instrumento já examinado pela 3ª Turma do TRF6 (AI 6011263-44.2025.4.06.0000), no qual se debateu a suspensão da licença prévia e a necessidade de realização da CLPI antes do prosseguimento de licenciamento ambiental.

Naquela oportunidade, o TRF6 já havia estabelecido que a Convenção nº 169 da OIT exige a consulta, mas não fixa marco temporal rígido, devendo ocorrer antes da implementação de medidas materialmente impactantes. Também ali se diferenciou atos preparatórios ou administrativos de estruturação do projeto, daquelas intervenções executivas sobre o território ou as comunidades.

A decisão aplicou esse mesmo entendimento assinalando que a decisão de primeira instância equiparou a realização de atividades preparatórias – como mapeamento, levantamento preliminar e sugestões metodológicas – à própria condução da CLPI, o que, após análise do caso concreto, não se mostrou evidente em termos jurídicos.

Para o relator, “o Estado de Minas Gerais, por intermédio de seus órgãos técnicos e fiscalizatórios, vem conduzindo reuniões, expedindo ofícios e organizando a estrutura institucional do procedimento”. A concessionária e sua contratada atuam em caráter auxiliar, instrumental, porém não vinculante, pois “não há ato formal de transferência da titularidade da competência estatal para realizar a CLPI", concluiu.

Perigo de dano inverso

O dano inverso, no caso, seria a paralisação indevida de etapas administrativas que não produzem impacto direto e imediato sobre as comunidades tradicionais.

Neste sentido, a decisão do TRF6 destacou que a suspensão integral da atuação da concessionária e de sua contratada, na prática, interfere na dinâmica administrativa do empreendimento, podendo retardar a consolidação de estudos técnicos necessários à própria CLPI e gerar desorganização procedimental.

Processo n° 6011191-57.2025.4.06.0000. Sentença proferida em 20/02/2026.

José Américo Silva Montagnoli

Analista Judiciário

Projeto JF6 Revelações leva à TV Justiça documentário sobre a Aldeia Verde Maxakali

A TV Justiça exibe o documentário sobre a Aldeia Verde Maxakali, do projeto JF6 Revelações – Os Caminhos da Justiça Federal.

Com passos firmes e ao som de cânticos tradicionais, a dança do gavião dá as boas-vindas à comitiva do Tribunal Regional Federal da 6ª Região na Aldeia Verde, no Vale do Mucuri. É o início de um encontro que evidencia o impacto da justiça itinerante e reafirma a força de uma cultura viva. Confira na reportagem de Vera Carpes.

TRF6 ativa nova camada de proteção no SEI a partir de 2 de março

A partir do dia 2 de março de 2026, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) passará a contar com uma nova camada de proteção em seu ambiente de produção: a ativação do Web Application Firewall (WAF).

A medida integra o conjunto de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da segurança cibernética no âmbito da Justiça Federal da 6ª Região, com foco na mitigação de acessos indevidos e na prevenção de ataques direcionados às aplicações institucionais.

O WAF atuará no monitoramento contínuo do tráfego e no bloqueio automático de requisições consideradas maliciosas ou incompatíveis com as regras de segurança estabelecidas. A iniciativa amplia a proteção da aplicação e dos dados institucionais, garantindo maior confiabilidade e integridade aos serviços prestados.

O que muda para o usuário

Caso uma requisição seja bloqueada pelo sistema de segurança, o usuário visualizará uma mensagem específica na tela, contendo um ID de suporte.

Se o usuário entender que o bloqueio ocorreu de forma indevida — ou seja, que se trata de um acesso legítimo — deverá encaminhar e-mail para defesa.cibernetica@trf6.jus.br, informando:

A equipe técnica da área de Segurança Cibernética realizará a análise do caso e, constatada a legitimidade da requisição, adotará as providências necessárias para a normalização do acesso.

A ativação do WAF é uma etapa fundamental para o aprimoramento contínuo da segurança digital, assegurando maior proteção aos sistemas institucionais e a continuidade dos serviços com mais robustez e confiabilidade.

O Tribunal está adotando todas as medidas necessárias para que a transição ocorra de forma segura, eficiente e com o mínimo impacto aos usuários.

Vem aí o Prêmio Fúcsia de Excelência

O card anuncia a chegada de um novo reconhecimento institucional do Tribunal Regional Federal da 6ª Região: o Prêmio Fúcsia de Excelência. Com fundo em tons suaves e formas geométricas translúcidas, a peça traz ao centro um símbolo poligonal multicolorido que remete à diversidade, integração e inovação.

Em destaque, a mensagem “Vem aí um novo reconhecimento do TRF6” reforça o caráter inédito da iniciativa. Logo abaixo, o nome do prêmio aparece em tipografia marcante, com ênfase na palavra “Fúcsia”, associada à identidade visual do reconhecimento. A frase “A excelência que já acontece merece ser reconhecida” sintetiza o propósito da premiação: valorizar práticas, projetos e resultados que já contribuem para a qualidade e a eficiência da instituição.

No canto inferior, a marca da Justiça Federal – TRF6 confere institucionalidade e credibilidade à comunicação.

Presidente do TRF6 abre semestre letivo com Aula Magna na Funorte em Januária

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) participou, no dia 23 de fevereiro, da Aula Magna do Curso de Direito da Funorte, em Januária, no Norte de Minas. O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney de Souza Oliveira, foi o palestrante da noite.

Com o tema “Juízes e Tribunais no Brasil”, o magistrado apresentou um panorama do Poder Judiciário, com destaque para a Justiça Federal, e ressaltou a importância da aproximação entre o Judiciário e o meio acadêmico. “Estou muito feliz de estar aqui em Januária, cidade universitária e cheia de encantos. Esse contato com os jovens, futuros bacharéis em Direito, advogados e juízes, é muito importante. Precisamos fomentar o debate e apresentar a Justiça Federal aos futuros operadores do Direito”, afirmou o presidente do TRF6.

O coordenador do Curso de Direito da Funorte Januária, professor Antônio Willer Santos de Souza, destacou a relevância da iniciativa para a formação acadêmica dos estudantes. “É uma oportunidade rara para nossa cidade receber uma autoridade com essa trajetória acadêmica e institucional. Não poderíamos deixar passar esse momento. Os estudantes compareceram em grande número, mesmo com as chuvas, e aproveitaram bastante”, afirmou.

Durante o evento, os acadêmicos também puderam esclarecer dúvidas e fazer perguntas ao palestrante. A estudante Emili Catiele ressaltou a importância da palestra para quem está iniciando a trajetória na área jurídica. “Foi muito importante para entendermos melhor o funcionamento do Judiciário. Consegui esclarecer várias dúvidas e saio daqui ainda mais motivada. Foi um momento importante para todos os acadêmicos que estiveram aqui”, disse.

Letícia Souza, também estudante do curso, avaliou o encontro como extremamente proveitoso. “A Aula Magna foi excelente. Como estagiária do Juizado Especial Itinerante, foi ainda mais significativo participar deste momento e ampliar meus conhecimentos”, destacou.

Também participaram do evento, pela Justiça Federal, o secretário-geral da Presidência do TRF6, Antônio Francisco do Nascimento; o vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Grigório Carlos dos Santos; o diretor da Subseção Judiciária de Montes Claros, juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha; e o juiz federal Ronaldo Santos de Oliveira. Pela Funorte Januária, estiveram presentes o mantenedor, Dr. Ruy Adriano Muniz; a diretora administrativa, Denise Aparecida Franco Abreu; a coordenadora de Extensão e Pesquisa, Dra. Osdneia Pereira Lopes; o coordenador e professor do curso de Direito, Antônio Willer Santos de Souza; além de magistrados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e autoridades do Executivo Municipal.

Faculdade recebe 1º Juizado Especial Federal Itinerante

Até o dia 27 de fevereiro a Funorte em Januária funcionará como espaço para os atendimentos do 1º Juizado Especial Federal Itinerante. Nesse período, a população da região poderá ajuizar ações previdenciárias e assistenciais, esclarecer dúvidas e dar andamento a pedidos relacionados a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem a necessidade de deslocamento para grandes centros urbanos. O atendimento é gratuito e não é obrigatória a presença de advogado para o ingresso das demandas.

Poderão ser atendidos trabalhadores rurais, pescadores artesanais, quilombolas, povos indígenas, pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, segurados do INSS e seus dependentes.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Presidente do TRF6 recebe MTE e reforça diálogo institucional sobre trabalho escravo

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira, recebeu em seu gabinete, no dia 20 de fevereiro, o superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Minas Gerais, Carlos Calazans, e o auditor-fiscal do Trabalho do MTE, Rogério Lopes Costa.

Durante a reunião, foi entregue ao presidente uma listagem com empregadores que ainda utilizam a prática do trabalho análogo à escravidão no estado. Participaram do encontro, ainda, o secretário-geral do TRF6, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento, o chefe da Assessoria Especial da Presidência, Antônio Enoque Neto, e o chefe de gabinete da presidência, Fernando Barros.

Para o presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, o tema é de grande relevância para a Corte, responsável pelo julgamento das ações penais relacionadas ao crime. Ele destacou que o Tribunal tem interesse em apoiar iniciativas que ampliem o debate e a visibilidade da questão. “O MTE nos procurou para tratar desse problema grave e apresentou o cadastro atualizado de empregadores. Como a Justiça Federal é competente para julgar os processos penais, inclusive aqueles decorrentes de inquéritos da Polícia Federal, consideramos essencial fortalecer o diálogo institucional e apoiar ações que deem maior visibilidade a esse tema urgente e sensível”, afirmou.

Segundo o superintendente regional do MTE em Minas Gerais, Carlos Calazans, o objetivo da visita foi fortalecer a interlocução com a Justiça Federal e ampliar o enfrentamento ao problema. De acordo com ele, Minas Gerais tem liderado, nos últimos cinco anos, os registros relacionados ao trabalho escravo no país. “O estado concentra alto número de denúncias, fiscalizações e trabalhadores resgatados, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Nossos auditores têm atuado de forma intensa para retirar pessoas de situações degradantes. É fundamental envolver diferentes instituições nessa agenda, especialmente o TRF6, para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou.

Calazans destacou ainda que o combate ao trabalho escravo é uma atuação histórica do Ministério, desenvolvida há décadas. “Estamos no século XXI e ainda nos deparamos com trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas, sem condições mínimas de dignidade, como acesso à água potável, alimentação adequada e remuneração justa. Nosso compromisso não é apenas reduzir, mas erradicar essa prática”, ressaltou.

O auditor-fiscal do Trabalho do MTE Rogério Lopes Costa enfatizou a importância de sensibilizar as instituições para ampliar a efetividade das punições. “Minas Gerais possui, desde 2013, um projeto específico de enfrentamento ao trabalho escravo. O número de denúncias e de ações fiscais é elevado, mas a repercussão judicial ainda é pequena diante da gravidade dos casos. É necessário garantir a devida responsabilização dos infratores”, pontuou.

Justiça Federal mineira inicia audiências sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho

Teve início nesta segunda-feira (23/2/2026), no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte, a primeira audiência de instrução e julgamento dos processos criminais referentes ao rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte).

Foram ouvidas três testemunhas de acusação: Kenya Paiva Silva Lamounier, esposa de Adriano Aguiar Lamounier, que atuava como técnico de planejamento na Vale. Em seguida, foi ouvida a testemunha Andressa Rocha Rodrigues, mãe de Bruno Rodrigues, que trabalhava como técnico de processamento na empresa; e Natália de Oliveira, irmã de Lecilda de Oliveira, que era analista de operações. Todos os familiares das testemunhas ouvidas morreram na tragédia. As três testemunhas afirmaram que nunca foram procuradas pela Vale após o rompimento da barragem.

A condução dos trabalhos está a cargo da juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, vinculada à Seção Judiciária de Minas Gerais.

A fase de instrução e julgamento destina-se à produção de provas e à oitiva de acusação e defesa, a fim de apurar eventuais falhas nos sistemas de segurança e possíveis condutas negligentes que teriam concorrido para o evento que resultou em 272 óbitos.

Considerado um dos maiores processos da história da Justiça Federal, o caso envolve 17 réus, sendo duas pessoas jurídicas (Vale S/A e TÜV SÜD). Eles figuram como réus na ação penal e lhes são imputados crimes de homicídio e ambientais, em razão do rompimento da Barragem B1, em Brumadinho.

O caso do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho é considerado uma das maiores tragédias já registradas no país.

Dinâmica das audiências

Segundo o diretor do Foro da 6ª Região, juiz federal José Carlos Machado Júnior, as audiências são etapa fundamental para a formação do convencimento judicial. “As testemunhas serão ouvidas e provas serão produzidas. Sem essa instrução, sem a prova testemunhal, ficaria muito difícil para a juíza decidir sobre o mérito do processo”, afirmou.

De acordo com ele, a dinâmica da coleta de provas depende diretamente da atuação das defesas e do Ministério Público.

A quantidade de perguntas formuladas e as estratégias adotadas podem influenciar na duração das audiências. Estão previstas 76 audiências, com toda a estrutura organizada para garantir regularidade processual.

Os processos chegaram à Justiça Federal em janeiro do ano de 2023, após decisão de federalização. Desde então, seguem a tramitação prevista na Constituição e na legislação processual penal, com cumprimento de todas as etapas formais até o início da fase de instrução.

Conforme o diretor do Foro, a estratégia das bancas pode ser ajustada ao longo dos depoimentos, o que também pode impactar no número e na duração das audiências.

Ao final da instrução, poderão ocorrer diferentes desfechos processuais, como decisão monocrática ou eventual submissão ao Tribunal do Júri, a depender do entendimento judicial e das provas produzidas.

Estrutura e acolhimento às vítimas

Segundo o juiz federal José Carlos Machado Júnior, todo o planejamento transcorreu dentro da normalidade, com apoio de diversos órgãos, como Polícia Militar, Polícia Federal e BHTrans. A estrutura contou inclusive com equipe médica de prontidão para eventuais intercorrências (que não foram registradas).

O Tribunal estruturou espaço específico de acolhimento às vítimas sobreviventes e aos familiares das vítimas fatais do rompimento da barragem da Vale, no Córrego do Feijão, por ocasião das audiências de instrução dos processos criminais.

O atendimento oferecido é de natureza psicossocial e sociojurídica, realizado em parceria com o programa Polos de Cidadania da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Centro de Atenção às Vítimas ainda está em processo de desenvolvimento no âmbito do TRF6. Atualmente, a função vem sendo exercida pelo Núcleo de Justiça Restaurativa, por determinação do desembargador federal Álvaro Ricardo de Souza Cruz, coordenador da Coordenadoria Regional de Solução Adequada de Controvérsias (Cojus).

O primeiro dia de audiência na sede do TRF6 foi marcado por organização.

Atos processuais e decisões

Foram registradas as presenças dos representantes do Ministério Público Federal (MPF), dos assistentes de acusação (incluindo a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) e das testemunhas de acusação.

Durante a sessão, defesas apresentaram pedidos de adiamento e suspensão da audiência. Houve requerimento de adiamento em razão de habeas corpus pendente de julgamento no TRF6, que foi indeferido pela magistrada, sob o entendimento de que a simples impetração, ainda sem decisão, não impede o regular prosseguimento da instrução.

Também foi indeferido pedido de suspensão formulado por defesa que alegou ausência de notícia de intimação do réu no exterior. A juíza destacou que a carta rogatória foi expedida com antecedência superior à recomendada pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e que o acusado está devidamente assistido por advogados constituídos desde o início da ação penal, sem prejuízo à ampla defesa.

Ao final da sessão, foi determinado o prosseguimento da audiência no dia 27 de fevereiro de 2026, conforme calendário previamente disponibilizado às partes.

A Justiça Federal permanece à disposição da Imprensa para esclarecimentos sobre organização, logística e funcionamento das audiências, ressaltando que questões relacionadas ao mérito das decisões dependem do regular andamento processual.

Todas as informações sobre o caso estão disponíveis no portal eletrônico do TRF6. Basta acessar o penúltimo ícone na lateral esquerda da tela intitulado “Audiências Criminais de Brumadinho”.

Calendário das audiências

A fase de instrução e julgamento contará com 76 audiências, com previsão de duração até 17 de maio de 2027. As sessões ocorrerão sempre às segundas e sextas-feiras, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

A barragem

A barragem B1 foi construída no ano de 1976, pela Ferteco Mineração, utilizando o método de alteamento a montante, sendo adquirida pela Vale S.A. em abril de 2001.

Com altura de 86 metros e comprimento da crista de 720 metros, a barragem tinha como finalidade a disposição de rejeitos do processo de beneficiamento a úmido de minério de ferro.

Os rejeitos dispostos ocupavam uma área de 250 mil m². Segundo a Vale S.A., a barragem estava inativa, com projeto de descaracterização em desenvolvimento.

Sobre a tragédia

A tragédia de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, rompeu-se em Minas Gerais. O desastre liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama, resultando em 272 mortes confirmadas, destruição ambiental e contaminação do rio Paraopeba.

Além das perdas humanas, o desastre também causou impactos e prejuízos ambientais e socioeconômicos. A vegetação, a fauna e outros rios foram atingidos ao longo de centenas de quilômetros, atravessando o território de mais de 20 municípios e causando um dos maiores desastres socioambientais da história.

Os impactos negativos não se restringiram aos municípios da bacia do Rio Paraopeba, tendo causado danos aos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e ao Estado de Minas Gerais.

TRF6 oficializa doação de 19 veículos a instituições públicas de Minas Gerais

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) oficializou, no último dia 19, a doação de 19 veículos automotores a três instituições públicas de Minas Gerais. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação dos órgãos beneficiados, além de promover economia e sustentabilidade, ao dar destinação adequada a bens que estavam sem uso.

Foram destinados 10 veículos à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), oito ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Minas Gerais e um ao Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh).

De acordo com o diretor da Coordenadoria de Segurança, Inteligência e Transporte (Cosit), Mozar dos Reis, a ação gera impacto social positivo. “Essa parceria traz benefício direto às instituições contempladas. Para o Tribunal, a iniciativa também contribui para a otimização dos espaços físicos, com a desocupação de áreas que eram utilizadas para a guarda desses veículos”, explicou.

Sustentabilidade e gestão eficiente

O presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira, destacou que a ação integra uma política de gestão responsável do patrimônio público. “Estamos destinando veículos que estavam parados a instituições que atuam em áreas estratégicas, como educação, direitos humanos e políticas de reforma agrária. Isso representa fazer o patrimônio público circular com responsabilidade e sustentabilidade”, afirmou.

O diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais, juiz federal Carlos Machado Júnior, reforçou que a medida traz benefícios tanto para o Tribunal quanto para as instituições beneficiadas. “Os veículos sem utilização geravam custos operacionais. Agora, passam a contribuir diretamente para a melhoria das atividades desempenhadas pelos órgãos contemplados”, concluiu.

Reforço à atuação institucional

A superintendente regional do Incra em Minas Gerais, Neila Maria Batista Afonso, destacou que a doação fortalece uma parceria já existente entre o órgão e o TRF6, especialmente por meio da Comissão de Solução de Conflitos Fundiários. Segundo ela, os veículos serão fundamentais para o trabalho de campo desenvolvido pelo Incra. “Nossa frota própria tem, em média, mais de 15 anos de uso e alta demanda de manutenção. Com os veículos recebidos, evitamos paralisações por falta de transporte e fortalecemos a atuação conjunta com prefeituras e outros órgãos federais”, afirmou.

Na UFMG, a reitora Sandra Goulart Almeida ressaltou que a doação ocorre em um momento importante para a universidade. “Até o ano passado, a UFMG estava impedida de adquirir veículos e nossa frota estava defasada. Esse apoio do Tribunal contribui diretamente para o cumprimento da missão da universidade, tanto na oferta de educação de qualidade quanto na interação com a sociedade”, destacou.

Apoio à defesa dos direitos humanos

Para o vice-presidente do Conedh, Fernando Jayme, a parceria vai além do aspecto material da doação. “O veículo é essencial para fortalecer a estrutura do Conselho, que enfrenta limitações de recursos humanos e materiais. Mas a iniciativa também simboliza o compromisso do TRF6 com os direitos humanos, a sustentabilidade e o acesso à justiça”, afirmou.

O secretário de Estado Adjunto de Desenvolvimento Social (Sedese), Ricardo Assis Alves Dutra, também ressaltou a importância da medida. Segundo ele, o veículo permitirá maior presença dos conselheiros nas atividades de defesa dos direitos humanos, ampliando a efetividade das políticas públicas na área. “O TRF6 tem desempenhado um papel relevante não apenas no julgamento das ações, mas também na construção de políticas públicas e, sobretudo, na defesa dos direitos humanos. Essa parceria contribui para fortalecer a estrutura do Conselho e possibilita maior presença dos conselheiros nas ações de proteção e promoção de direitos. Com isso, aprimoramos nossas políticas e fortalecemos nossa atuação”, concluiu.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento.

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Confira a 6ª edição do boletim “Cem (ou mais) Precedentes” do NUGEPNAC

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Primeira sessão do Pleno em 2026 marca início de ano produtivo no TRF6

Foi realizada nesta quinta-feira (12/2), a primeira sessão ordinária de julgamento de 2026 do Pleno Judicial do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Ao todo, foram apreciados 60 processos, entre recursos, mandados de segurança, agravos e conflitos de competência, evidenciando o ritmo produtivo e a atuação colegiada da Corte logo no início do ano judiciário.

Na sequência, o Tribunal promoveu as sessões do Pleno Administrativo e do Conselho de Administração, nas quais foram deliberadas matérias relacionadas à gestão institucional e ao funcionamento da Justiça Federal da 6ª Região, incluindo temas de organização judiciária.

Segundo o presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney de Souza Oliveira, a primeira sessão do ano foi marcada por debates relevantes e ampla participação dos magistrados. “Iniciamos 2026 com uma pauta extensa e temas importantes tanto no Plenário Judicial quanto no Pleno Administrativo e no Conselho de Administração. O debate foi produtivo e reforça nossa expectativa de um ano muito promissor para o Tribunal”, afirmou.

Confira abaixo a galeria de fotos das sessões.

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Corregedoria do TRF6 avança com as Correições Ordinárias e Encontros com o Corregedor

A Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) vem intensificando as ações de acompanhamento e aproximação com as unidades jurisdicionais. Até o momento, já foram realizadas diversas correições ordinárias e Encontros com o Corregedor, conforme demonstrado no mapa abaixo, que ilustra a abrangência das atividades desenvolvidas em todo o estado.

Ainda estão previstos dois Encontros com o Corregedor, a serem realizados nas Subseções Judiciárias de Patos de Minas, em 25 de fevereiro de 2026 e Varginha, em 24 de março de 2026, que também contemplarão as subseções vizinhas, ampliando o alcance das ações e reforçando o compromisso da Corregedoria com a melhoria contínua da Justiça Federal na 6ª Região.

Eventos realizados

Eventos a serem realizados

1ª Turma do TRF6 inicia 2026 com sessão produtiva e importantes decisões

Participaram da sessão os desembargadores federais Derivaldo de Figueiredo (presidente da Turma), Grégore Moura, Rollo D’Oliveira e Edilson Vitorelli

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) realizou, na última terça (10/02), a primeira sessão presencial de 2026 com o julgamento de 953 processos, entre ações cíveis e criminais, além de 35 sustentações orais. Participaram da sessão os desembargadores federais Derivaldo de Figueiredo Bezerra (presidente da Turma), Grégore Moreira de Moura, Rubens Rollo D’Oliveira e Edilson Vitorelli Diniz Lima.

Entre os temas de destaque esteve a discussão sobre a imprescritibilidade do crime previsto no artigo 149 do Código Penal, que trata da redução à condição análoga à de escravo. No caso analisado, que já contava com ordem da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a Turma entendeu que o crime é imprescritível.

Outro julgamento relevante envolveu a multa aplicada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por descumprimento de decisão judicial na implantação de benefícios. A Turma teve entendimento de que, antes da aplicação da penalidade, é necessária a intimação pessoal do superintendente do INSS. A multa só poderá ser aplicada em caso de descumprimento após essa notificação.

Segundo o desembargador federal Grégore Moreira de Moura, a sessão foi produtiva e tratou de temas relevantes para a sociedade. “O volume de processos julgados demonstra o compromisso do TRF6 com os jurisdicionados e com o cumprimento de sua missão constitucional”, afirmou.

Desembargador federal Grégore Moura destacou a produtividade da sessão

A 1ª Turma é competente para o julgamento de processos relacionados a benefícios assistenciais, previdenciários do regime geral da previdência social e de servidores públicos; matéria penal em geral; servidores públicos civis e militares; improbidade administrativa e concursos públicos.