TRF6 participa de reunião no CNJ sobre soluções para conflitos fundiários


Foto: Ana Araújo/CNJ

O desembargador federal Lincoln Rodrigues de Faria representou o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) na reunião inaugural da Câmara de Apoio Técnico da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias. O encontro foi realizado na segunda-feira (17/8), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Criada pela Portaria CNJ nº 315/2026, a Câmara de Apoio Técnico terá a função de prestar assessoramento especializado à Comissão Nacional de Soluções Fundiárias. Entre suas atribuições estão a elaboração de diagnósticos, estudos e propostas de planos de ação relacionados ao cumprimento de ordens de desocupação ou à adoção de medidas alternativas.

Foto: Ana Araújo/CNJ

A nova estrutura terá atuação permanente na promoção do diálogo, da escuta qualificada e da cooperação entre instituições. Enquanto a Comissão Nacional e as comissões regionais exercem funções de coordenação, orientação e definição de diretrizes da política judiciária, a Câmara dará suporte técnico à busca de soluções para conflitos fundiários coletivos.

Cooperação com o Incra

Durante o encontro, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi, assinaram Acordo de Cooperação Técnica para compartilhamento de dados.

Da esq. para a dir.: presidente da Comissão Nacional de Solução Fundiária, Ilan Presser; desembargador do TRF3, Marcelo Vieira de Campos; presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin; desembargador Leopoldo Mameluque; desembargador do TRF6 Lincoln Rodrigues de Faria; desembargador do TJPR, Fernando Antônio Prazeres. Crédito: Ana Araújo/CNJ

Pelo acordo, informações territoriais do Incra serão integradas ao SireneJud, sistema utilizado pelo Poder Judiciário para análises georreferenciadas. O acesso a esses dados permitirá identificar, por exemplo, a existência de assentamentos, processos de desapropriação, áreas em regularização ou imóveis com destinação pública, oferecendo mais elementos para a análise dos conflitos pela posse da terra.

A iniciativa busca, assim, ampliar a base de informações disponível ao Judiciário e fortalecer a construção de soluções adequadas para conflitos fundiários, com atenção ao diálogo entre as instituições e as comunidades envolvidas.

Com informações do TJMG e do CNJ.

Foto: Ana Araújo/CNJ

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