TRF6 realiza quinta audiência de monitoramento do Caso Mariana e acompanha ações de Minas Gerais e do Espírito Santo

Esta imagem registra uma reunião técnica em uma sala de conferências do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), com diversos participantes sentados ao redor de uma grande mesa em formato de "U". Ao fundo, uma tela exibe uma videochamada com múltiplos participantes remotos, indicando um modelo de reunião híbrida.

No dia 3 de dezembro, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) realizou, em Vitória (ES), a quinta Audiência de Monitoramento do Caso Mariana, que acompanha o cumprimento do acordo de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015. O encontro ocorreu em espaço cedido pelo Ministério Público estadual e foi presidido pelo desembargador federal Edilson Vitorelli, responsável pelo acompanhamento judicial da execução do acordo.

Durante a audiência, representantes dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo apresentaram balanços das ações desenvolvidas no primeiro ano de vigência do novo acordo, que envolve medidas ambientais, sociais e econômicas ao longo da bacia do Rio Doce.

Pelo Governo de Minas Gerais, foram destacados avanços como a entrega de kits de máquinas agrícolas a dezenas de municípios atingidos, iniciativa voltada ao fortalecimento da produção rural e à recuperação da economia local. Também foi apresentada a Instância Mineira de Participação Social (IMPS/Doce), criada para garantir escuta permanente das comunidades atingidas, além do andamento de grandes obras estruturantes, como a duplicação da BR-356, entre Ouro Preto e Mariana, financiada com recursos do acordo.

Já o Espírito Santo ressaltou medidas institucionais voltadas à organização e fiscalização das ações de reparação no estado, com destaque para a criação da Secretaria de Recuperação do Rio Doce, responsável por coordenar, monitorar e acompanhar os projetos socioambientais e de infraestrutura previstos no acordo no território capixaba.

Ao conduzir a audiência, o TRF6 reforçou seu papel de instância de fiscalização, diálogo e transparência, reunindo entes públicos, instituições de Justiça e representantes da sociedade para avaliar resultados, cobrar prazos e ajustar rotas sempre que necessário.

A audiência reafirma o compromisso do TRF6 com um acompanhamento contínuo e efetivo do acordo de reparação, buscando transformar decisões judiciais em ações concretas que alcancem, de forma equilibrada, os territórios de Minas Gerais e do Espírito Santo atingidos pelo desastre do Rio Doce.

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