Iniciativa do TRF6 promove diversidade e registra primeira contratação

Uma mulher de cabelos pretos e um homem de barba, ambos sorridentes, posam lado a lado em um ambiente moderno com sofás de couro e painéis de madeira ao fundo. Ela veste um casaco preto sobre uma blusa da mesma cor, enquanto ele usa um terno azul-marinho com camisa branca e gravata bege.

O “Programa de Promoção de Inclusão e Diversidade Racial – Incluir Mais” já começa a apresentar resultados concretos. A iniciativa registrou sua primeira contratação, sendo uma profissional da área do direito, efetivada por um dos escritórios parceiros do programa.

Criado com o objetivo de promover a equidade racial e social, o Incluir Mais busca ampliar o acesso ao mercado de trabalho para estagiários e profissionais negros, negras e indígenas que já atuaram na Justiça Federal da 6ª Região. Embora tenha o meio jurídico como uma de suas frentes, o programa não se restringe à área do Direito, abrangendo também campos como Comunicação, Contabilidade, entre outros. “É uma satisfação muito grande celebrar cinco meses do Programa Incluir Mais. É um projeto inovador, muito importante do ponto de vista social. Acho que o Tribunal fez muito bem em criar esse projeto dentro de suas ações. Vejo com extrema alegria o fato de já termos a primeira contratação, ver a iniciativa ganhando vida efetiva. Isso é muito esperançoso e deixa claro que nós, aqui do TRF6, estamos no caminho certo da inclusão social”, afirma o vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), o desembargador federal Ricardo Machado Rabelo.

Um homem careca e de óculos, vestindo um terno cinza xadrez com gravata amarela estampada, está sentado à frente de dois monitores de computador em um escritório. Ele mantém as mãos entrelaçadas sobre a mesa e olha atentamente para o lado, enquanto um microfone de lapela está preso à sua lapela.

O  vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais do TRF6 e Gestor do Pacto pela Equidade Racial, juiz federal Grigório Carlos dos Santos, diz estar otimista e feliz ao avaliar os primeiros meses de programa. “Em cinco meses do seu lançamento, a avaliação que faço é bastante positiva. Nossa meta inicial era realizar, em 2025, uma contratação, objetivo que foi alcançado e me deixou bem emocionado. Para 2026, a meta mínima é inserir cinco novos profissionais nesses escritórios e/ou junto aos Notários e Registradores (Cartórios). É importante destacar que o programa não é voltado apenas para bacharéis em direito, mas para todas as carreiras que integram a estrutura dos escritórios parceiros”, explica.

Um homem de óculos e terno azul-marinho com gravata vermelha está sentado em um escritório, com as mãos entrelaçadas sobre a mesa. Ele olha para o lado com expressão séria, posicionado à frente de uma estação de trabalho com monitor, teclado e telefone.

Já para o diretor do Foro da da Seção Judiciária de Minas Gerais, o juiz federal José Carlos Machado, será um ano de ampliação de contratações e também de novos parceiros. “Nossa expectativa em relação ao Programa Incluir Mais é a sua progressão ao longo deste ano. Temos metas no sentido de mais contratações, além da ampliação dos convênios, que já alcançam escritórios de advocacia e cartórios de Minas Gerais, mas têm potencial para se expandir a outras empresas e unidades administrativas”, afirma.

Oportunidade para profissionais e parceiros

A primeira profissional contratada por meio do Incluir Mais destaca que a oportunidade representa um passo importante no início da carreira. Recém-formada, ela assume o novo desafio com expectativa de aprendizado e crescimento profissional.“Concluí o curso de Direito em agosto de 2025. Fui selecionada pelo escritório Abrahão Advogados por meio do Programa Incluir Mais e, após o processo seletivo, passei a atuar como advogada júnior. O programa é fundamental por oferecer oportunidades a jovens recém-formados que buscam a primeira experiência profissional”, conta Maria Luísa Souza Santos, de 24 anos.

Para os escritórios participantes, a iniciativa também traz ganhos práticos. Além de contribuir para a diversidade no ambiente de trabalho, os profissionais contratados chegam com experiência prévia na rotina do Judiciário. “A Malu está se adaptando muito bem. A experiência adquirida no TRF6 lhe proporcionou uma base técnica sólida, com conhecimentos importantes para as rotinas do escritório, como análise de processos e gestão de prazos. Ela já chegou com uma bagagem que se destaca em relação a muitos candidatos. Programas como o Incluir Mais são fundamentais para promover, de fato, a equidade, ampliando oportunidades para talentos diversos e valorizando grupos historicamente minorizados, que sabemos ter grande potencial profissional. Queremos receber mais currículos e candidatos do Programa. Por isso, convido os profissionais que estagiaram na Justiça Federal a se inscreverem e fazerem parte do nosso time”, convida o sócio do escritório Abrahão Advogados, Pedro Salgado.

Parcerias fortalecem a iniciativa

Atualmente, o Programa Incluir Mais conta com seis escritórios parceiros, além da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Minas Gerais (OAB-MG) e do Sindicato dos Notários e Registradores de Minas Gerais (Sinoreg-MG), considerados estratégicos para a consolidação e expansão do programa. 

Mais do que possibilitar oportunidade profissional para os  recém-formados, a iniciativa visa garantir a  integração de pessoas negras e indígenas de diferentes segmentos e tem a proposta de ser ampliada para todo o país.“De acordo com uma pesquisa divulgada em 2019, apenas 1% das pessoas negras fazem parte de médios e grandes escritórios de advocacia. A ideia é iniciar esse movimento em Minas Gerais e, posteriormente, expandi-lo para o restante do país. Temos importantes parceiros neste programa que é complexo, com resultados a longo prazo, que dependem de mudança de mentalidade e ampla divulgação e é isso que estamos fazendo.”, explica o juiz federal Grigório Carlos.

Sobre o Programa Incluir Mais

Lançado em agosto de 2025, o Programa Incluir Mais tem como objetivo promover a inclusão no mercado de trabalho de estagiários e profissionais negros, negras e indígenas, sendo iniciantes (aqueles que concluíram o curso há menos de um ano), todos egressos da Justiça Federal da 6ª Região.

Para participar, os interessados devem manifestar interesse enviando o formulário preenchido (disponível no site oficial do TRF6) para o e-mail seape@trf6.jus.br. Os currículos são enviados para os escritórios parceiros que tenham firmado Acordo de Cooperação Técnica com o TRF6.   Os candidatos são organizados em listas, respeitando a ordem de classificação dos processos seletivos originários.

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