
Magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, advogados, servidores, colaboradores, estagiários e demais operadores do Direito participaram, nos dias 13 e 14 de abril de 2026, do Fórum Interinstitucional de Inovação na Justiça Federal Criminal de Minas Gerais. O evento foi realizado no auditório do Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais, localizado na avenida Brasil, 1877, bairro Funcionários, em Belo Horizonte.
A iniciativa foi promovida pela Escola de Magistratura do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, sob a direção da desembargadora federal Mônica Sifuentes, com o objetivo de fomentar o intercâmbio de experiências, o debate de boas práticas e a reflexão sobre soluções inovadoras voltadas à modernização da Justiça Federal Criminal.
Participaram do Fórum o vice-presidente e corregedor do TRF6, desembargador federal Ricardo Rabelo; o desembargador federal Grégore Moura; e os juízes federais Carlos Henrique Borlido Haddad, Gustavo Baião Vilela e Leonardo Araújo de Miranda Fernandes.
Vice-presidente do TRF6 reforça importância da inovação no Judiciário
A programação teve início no dia 13 de abril, com a abertura conduzida pelo vice-presidente e corregedor do TRF6, desembargador federal Ricardo Rabelo.
Ao longo da tarde, foram discutidos temas relevantes para o aprimoramento da persecução penal. O primeiro painel abordou a cadeia de custódia, com foco na integridade e rastreabilidade de provas. Em seguida, o debate sobre criptoativos trouxe reflexões sobre os desafios impostos pelas novas tecnologias no combate a crimes financeiros.
Ainda no primeiro dia, foram tratados temas como destinação de bens apreendidos, proteção à informação com enfoque na segurança de dados e audiência de custódia, evidenciando a importância do controle judicial e da garantia de direitos fundamentais no processo penal.


Inovação e inteligência financeira marcaram o segundo dia do fórum
No dia 14 de abril, a programação teve início pela manhã com discussões sobre relatórios de inteligência financeira e o sistema de inteligência do Ministério Público Federal, destacando o papel estratégico da análise de dados no enfrentamento ao crime organizado. Na sequência, foram debatidas a reestruturação da competência criminal na Justiça Federal de Minas Gerais e o acordo de não persecução penal, instrumento que tem ganhado relevância na racionalização do sistema penal.
Durante a tarde, os painéis abordaram a atuação dos grupos de atuação especial de combate ao crime organizado em Minas Gerais, o futuro da polícia judiciária e os impactos da inteligência artificial na persecução penal. O uso de tecnologias emergentes foi apontado como elemento central para a modernização institucional e o aumento da eficiência na atuação dos órgãos de justiça.
O encerramento contou ainda com discussões sobre medidas alternativas no sistema penal, com atenção especial à saúde e à população em situação de vulnerabilidade, reforçando a necessidade de abordagens mais humanizadas e integradas.
O fórum evidenciou o compromisso das instituições envolvidas com a inovação, a cooperação interinstitucional e o aprimoramento contínuo da prestação jurisdicional, consolidando Minas Gerais como um importante espaço de reflexão e desenvolvimento de soluções para os desafios contemporâneos da Justiça Federal Criminal.
