Justiça Federal realiza mais um dia de audiências do caso Brumadinho

A foto mostra a mesa de centro do plenário enquanto a audiência acontece. A juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima aparece ao centro, enquanto os demais participantes ocupam os outros lugares da mesa.

Foi realizada nesta sexta-feira (27/2/2026), no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, mais uma etapa das audiências de instrução e julgamento dos processos criminais relacionados ao rompimento da Barragem B1 da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Foram ouvidas como informantes três parentes de vítimas fatais: Nayara Cristina Dias Porto, esposa de Everton Lopes Ferreira, funcionário da Vale; Juliana Cardoso Gomes Silva, nora de Levi Gonçalves da Silva, trabalhador terceirizado; e Josiana de Souza Resende, irmã de Juliana Rezende, também funcionária da Vale.

As informantes responderam a questionamentos do Ministério Público Federal, dos advogados de acusação e de defesa e da juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pela condução da sessão. Entre os temas abordados estavam os impactos do rompimento em suas vidas e na de seus familiares, o acompanhamento das buscas e resgates, o conhecimento prévio sobre riscos da barragem, conhecimento sobre as causas do desastre, além do funcionamento das sirenes e demais sistemas de alerta na região.

Ajuíza federal aparece em destaque na imagem. Ela é branca, tem cabelo longo e liso, de cor marro. Ela aparece falando no microfone e as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais estão atrás dela.

Procedimentos ocorreram com normalidade

Essa fase de instrução e julgamento é destinada à produção de provas e à oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além dos réus. A primeira semana de audiências transcorreu de forma tranquila. Segundo o diretor do Foro da Seção Judiciária da 6ª Região, juiz federal José Carlos Machado Júnior, os trabalhos ocorreram dentro da normalidade.

O diretor do Foro da Seção Judiciária da 6ª Região, juiz federal José Carlos Machado Júnior aparece segurando um microfone e olhando para o lado. 
Ele é um homem branco de cabelo branco e barba grisalha.

“Havia grande expectativa em relação às primeiras sessões, mas, graças ao trabalho da equipe de servidores e dos demais órgãos envolvidos, as audiências transcorreram com absoluta normalidade, sem intercorrências relevantes. Do ponto de vista da organização e da estrutura, os trabalhos se desenvolveram de forma adequada ao longo da semana”, afirmou.

Alterações no acesso ao auditório

Para adequação à demanda de público, a Justiça Federal alterou a distribuição de vagas no plenário do TRF6. Passam a ser reservados 50 assentos para familiares das vítimas fatais e 10 vagas para o público em geral.

Também foi ampliada a forma de cadastramento dos familiares, que poderá ser feito por telefone, pelo número (31) 3501-1522, em dias úteis, das 10h às 17h. As inscrições por meio eletrônico permanecem disponíveis no link “Audiências Criminais de Brumadinho”. O cadastro será aberto quatro semanas antes de cada semana de audiências e ficará disponível até o preenchimento total das vagas.

Espaço de acolhimento aos familiares

A Casa da Cidadania (Rua Santos Barreto, 181, bairro Santo Agostinho) permanece em funcionamento durante todo o período das audiências para acolher os familiares das vítimas fatais. O espaço funciona das 11h às 18h e oferece assistência médica, alimentação, acesso à internet, local para descanso e atendimento psicossocial e sociojurídico, em parceria com o Programa Polos de Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O acesso ao local exige cadastramento prévio, exclusivamente para fins de organização, por meio do site do TRF6, no link “Audiências de Brumadinho”. A entrada ocorrerá por ordem de chegada, respeitado o limite de 40 pessoas. Será obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, além da passagem por detector de metais e equipamento de raio X.

Calendário das audiências

A fase de instrução e julgamento contará com 76 audiências, com previsão de término em 17 de maio de 2027. As sessões são realizadas às segundas e sextas-feiras, na sede do TRF6, em Belo Horizonte.

A condução dos trabalhos está a cargo da juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, titular da 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, vinculada à Seção Judiciária de Minas Gerais.

 

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