
A Presidência do TRF6 soma-se às manifestações de indignação e repúdio contra a publicação de uma charge pela Folha de S.Paulo envolvendo a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, e reitera todas as manifestações dos Tribunais e das instituições de Justiça, e entende que a charge ultrapassou os limites da liberdade da crítica institucional.
A liberdade de imprensa e de crítica são elementos essenciais da democracia, mas nenhuma liberdade se fortalece quando a acidez e o escárnio ignoram a humanidade.
Antes de qualquer cargo, existe uma mulher, uma família e um luto. Quando o sofrimento pessoal passa a ser vilipendiado, algo se rompe no próprio tecido ético da convivência democrática.
O espaço público não pode se transformar em ambiente de hostilidade permanente, onde desaparecem a empatia, o respeito e a alteridade. Divergir é legítimo. Desumanizar, não.
Desembargador federal Vallisney Oliveira
presidente do TRF6
