TRF6 divulga resultado das provas discursivas do concurso para magistratura

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) divulgou, na manhã desta sexta-feira (7/8/2026), durante sessão pública, o resultado definitivo das provas discursivas do I Concurso Público para o provimento de cargos de juiz e juíza federal substitutos. Após a análise de recursos e a correção de um erro técnico na totalização de notas, o número de candidatos habilitados passou de 59 para 91.

A fase recursal mobilizou a comissão organizadora, que recebeu 1.803 recursos referentes às sete questões das provas discursivas.

Ao final da análise, foram deferidos integralmente 102 recursos e parcialmente outros 365.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca responsável pelo certame, identificou e corrigiu um erro de processamento na totalização da pontuação da questão número três de Direito Constitucional.

A correção foi aplicada antes mesmo do julgamento dos recursos, beneficiando todos os candidatos afetados, inclusive aqueles que não haviam recorrido da nota inicialmente atribuída.

Com essas revisões, outros 32 candidatos passaram a integrar a lista de aprovados nas questões.

Entre os 91 candidatos habilitados para a próxima etapa, a maior nota registrada foi 7,55.

A relação definitiva também contempla ações afirmativas, com oito candidatos inscritos na condição de pessoas negras (pretos e pardos) e três candidatos na condição de pessoas com deficiência.

A sessão pública foi presidida pelo desembargador federal Marcelo Dolzany da Costa, em substituição à desembargadora federal Simone Lemos.

Durante a divulgação do resultado, o magistrado destacou que o concurso entra agora em uma fase decisiva, com o início da correção das provas de sentença cível e criminal dos 91 candidatos aprovados.

O resultado definitivo será publicado ainda nesta sexta-feira no Diário Oficial da União e disponibilizado nos portais eletrônicos da Fundação Getulio Vargas e do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

O certame representa um importante marco para o TRF6 e vem sendo conduzido em observância aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da transparência, com o objetivo de recompor a magistratura federal em Minas Gerais e fortalecer a prestação jurisdicional no Estado.

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