TRF6 realiza a segunda etapa do concurso para juiz federal

Candidatos ao I Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 6ª Região participaram, no último fim de semana, da segunda etapa do certame. No domingo (19/4/2026), foram aplicadas as provas discursivas, no período da manhã, e a prova de sentença cível, à tarde. Já na segunda-feira (20/4/2026), os candidatos realizaram a prova de sentença criminal.

O certame preencherá 28 cargos de juiz e juíza federal substitutos, além de formar cadastro de reserva para futuras vagas. Ao todo, 517 candidatos participaram desta etapa, vindos de diferentes estados do país. Desse total, 345 concorrem pela ampla concorrência, 137 são candidatos negros e cotistas e 37 são pessoas com deficiência.

Expectativa e dedicação dos candidatos

Para os participantes, a etapa representa um momento decisivo na busca pela carreira na magistratura.

A candidata Ângela Maria de Almeida, de Belo Horizonte, destacou o desafio e a importância da dedicação. “Por ser um tribunal recém-criado, com muitas oportunidades, e por a magistratura ser um sonho para mim, sei que exige muita dedicação. Mas acredito que, fazendo a minha parte, posso alcançar esse objetivo. Se for aprovada, pretendo me dedicar e atuar com compromisso com a Justiça, em conformidade com as normas, a jurisprudência e também o aspecto social e humanitário”, afirmou.

Já o candidato Augusto Carlos de Menezes, de Santo Ângelo (RS), ressaltou o compromisso com a carreira e o nível de preparação exigido. “A carreira da magistratura é muito honrada e tem um trabalho muito positivo em trazer justiça para a vida pessoas. Vejo o TRF6 como um tribunal de excelência, que pode contribuir muito para esse trabalho. Durante a preparação, fazemos o possível, apesar do nervosismo que é alto. A expectativa é dar o melhor, demonstrar o conhecimento exigido e aguardar uma avaliação favorável”, disse.

Organização e apoio na aplicação das provas

A presidente da Comissão do I Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 6ª Região, desembargadora federal Simone Lemos, destacou a organização da etapa e o envolvimento de magistrados e servidores na aplicação das provas.

“Temos candidatos com perfis bem interessantes e daqui sairão os juízes que irão compor a primeira equipe do TRF6. Esta primeira fase da manhã, com questões abertas, transcorreu com normalidade, sem nenhum incidente de maior importância, salvo pequenos problemas que foram resolvidos. Eu mesma fiz questão de passar em todas as salas de aula, desejando boa sorte a todos. Contamos com a colaboração de 18 juízes da capital e do interior, que participaram voluntariamente da aplicação das provas, o que demonstra o comprometimento da magistratura da 6ª Região. Também tivemos o apoio da equipe da Comissão de Concurso, de um membro da banca, o Sr. Vinícius Gontijo, e dos agentes da Polícia Judicial do TRF6, responsáveis pela segurança do local de provas e do entorno. Buscamos oferecer um ambiente tranquilo para que os candidatos pudessem se dedicar a prova e apresentar o melhor desempenho possível. Acredito que conseguimos alcançar esse objetivo e que teremos um resultado bem positivo”, afirmou.

Concurso integra construção do Tribunal

O juiz federal da 11ª Vara Cível da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, Itelmar Evangelista, destacou a importância do concurso para a estruturação do TRF6.

“Este primeiro concurso faz parte da construção do Tribunal, que é novo, vai completar 4 anos, e tem sido construído com o esforço de magistrados de primeiro e segundo graus. Esse concurso é uma etapa decisiva porque permitirá completar o quadro de juízes substitutos. É também um desafio, já que, como em toda instituição nova, este primeiro concurso é uma experiência nova. Até o momento, está ocorrendo tudo certo, com um trabalho profissional da comissão e o apoio de diversos colegas na condução desse processo, que é complexo. Nós já passamos por essa etapa como candidatos, no meu caso, há cerca de 30 anos, e compreendemos a ansiedade envolvida. No entanto, é um processo necessário para quem deseja ingressar na magistratura federal”, explicou.

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