
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) realizou, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a abertura do congresso “Direito, Vida e Arte”, no plenário do TRF6, em Belo Horizonte. A iniciativa é inédita no âmbito do Poder Judiciário brasileiro e tem como objetivo propor reflexões sobre Direito, Vida e Arte.
O congresso é fruto de uma ação conjunta do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal, do TRF6 e da Escola de Magistratura e Revista do Tribunal, com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais (Ajufemg) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG). Além disso, conta com o apoio institucional da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em parceria com o Instituto Inhotim e patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Na sexta-feira (dia 22 de maio), o evento será realizado no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG).
Objetivo do congresso é promover integração entre Direito, sociedade e arte
O congresso tem como objetivo promover um espaço interdisciplinar de reflexão, diálogo e produção de conhecimento que articule as áreas do Direito, da vida em sociedade e das expressões artísticas, possibilitando aos participantes compreender e experimentar como as diversas linguagens da arte podem contribuir para a formação jurídica, o fortalecimento da cidadania, a construção de uma cultura de direitos humanos e o desenvolvimento de uma prática profissional mais sensível, crítica e humanizada.
Mesa de honra
A mesa de honra foi composta pelo presidente do TRF6, desembargador federal Vallisney Oliveira; pelo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), corregedor-geral da Justiça Federal e diretor do Centro de Estudos Judiciários, ministro Luis Felipe Salomão; pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Rodrigo Badaró; pela diretora da Escola de Magistratura e Revista do TRF6 e coordenadora científica do evento, desembargadora federal Mônica Sifuentes; pela presidente do TRF1, desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso; pelo procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 6ª Região, Patrick Salgado Martins; pelo procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho; pelo presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, representando o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; pela presidente eleita da Ajufe, juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira; e pela vice-presidente da Ajufemg, juíza federal Geneviève Grossi Orsi.









Também integraram a extensão da mesa de honra diversos desembargadores federais do TRF6 e representantes de tribunais e escolas da magistratura de diferentes regiões do país, além de autoridades do sistema de Justiça e da administração pública, reforçando o caráter institucional e nacional do encontro.






TRF6 destaca caráter humanista e interdisciplinar do congresso
O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney Oliveira, ressaltou a honra da Corte em sediar o congresso “Direito, Vida e Arte”, destacando o caráter inovador da iniciativa ao promover o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento.
Segundo ele, o evento propõe uma reflexão sobre a interseção entre Direito, cultura e sociedade, abordando temas como direitos culturais, cidadania, diversidade, sustentabilidade e experiência estética.

O magistrado também destacou a importância da participação de autoridades e especialistas de diferentes instituições, afirmando que Minas Gerais celebra a oportunidade de receber um público de excelência, composto por ministros, magistrados federais e estaduais, advogados, membros da Advocacia-Geral da União, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Polícia Federal, entre outros, formando um amplo painel de conhecimentos técnicos e experiências institucionais.
O presidente enfatizou ainda que o espaço de reflexão, realizado no TRF6 e no Instituto Inhotim, busca fortalecer uma visão humanista do Direito, valorizando a sensibilidade, a ética e a criatividade, além da preservação da cultura como direito constitucionalmente protegido.
Ele parabenizou a atuação dos responsáveis pela realização do evento, destacando a condução do ministro Luis Felipe Salomão, a coordenação científica da desembargadora federal Mônica Sifuentes e a coordenação executiva dos juízes federais auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça.
Autoridades destacam inovação do congresso e defesa de uma abordagem mais humanista do Direito
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seção Minas Gerais, Gustavo Chalfum, representando o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonett destacou a importância da iniciativa e a satisfação da entidade em colaborar com o evento, ressaltando o empenho do TRF6 em aproximar a Justiça da sociedade e garantir mais efetividade no acesso à Justiça.

A desembargadora federal Mônica Sifuentes, diretora da Escola de Magistratura e coordenadora científica do congresso, destacou que o evento nasceu de uma inquietação sobre a distância entre o Direito e a vida concreta das pessoas, defendendo a necessidade de aproximação entre o universo jurídico e a realidade social.

Ela ressaltou ainda o papel da arte como instrumento de reflexão, capaz de ampliar o olhar crítico e humano da magistratura, enfatizando que o objetivo do encontro é promover um diálogo entre Direito, vida e arte.
O ministro Luis Felipe Salomão também elogiou a iniciativa, destacando seu caráter inédito na formação de magistrados ao reunir múltiplas visões sobre o Direito e a arte em um mesmo espaço de debate.

Ele afirmou ser motivo de satisfação participar de uma proposta como essa e ressaltou a importância de experiências que ampliem a formação humanística no Judiciário, destacando ainda que o evento representa uma oportunidade de aprendizado e formação para os magistrados.
Painel de abertura aprofunda diálogo entre Direito, literatura e arte
O painel “Conversando sobre Direito, Vida e Arte” abriu a programação com a participação da jornalista Leila Ferreira e do professor doutor José Roberto de Castro Neves, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Letras Jurídica.
A jornalista Leila Ferreira conduziu uma reflexão sobre a urgência das pausas, a beleza da conversa verdadeira e a coragem de cultivar a gentileza e o bom humor como antídotos para um mundo acelerado. Ela sugeriu repensarmos nossos valores e redesenhar nossas vidas a partir deles.

Já o professor doutor José Roberto de Castro Neves abordou a relação entre literatura, filosofia e Direito, contribuindo para o aprofundamento do diálogo interdisciplinar proposto pelo congresso.

Ao reunir diferentes visões e experiências, o congresso reforçou a importância de uma formação jurídica mais humanista e sensível e representou um marco na promoção do diálogo e na valorização de novas perspectivas dentro do Poder Judiciário.
Confira abaixo a galeria de fotos do evento.
